Final do ano lectivo - Férias de Verão, tempo de lazer, tempo de leitura - Revista Pormenores

A revista pormenores é a grande sugestão de leitura para as férias de verão que aí vem.
Pormenores, aposta numa publicação com conteúdos jornalísticos rigorosos, uma imagem gráfica cuidada e uma qualidade fotográfica elevada.
Esta revista conta com especialistas das mais variadas áreas o que lhe permite ambicionar a oferta de uma publicação de referência.
Pormenores é uma revista mensal com artigos de fundo, maioritariamente grande reportagem de interesse cultural, social, económico, ambiental entre outros.
A revista Pormenores leva a região aos que nela vivem, no entanto acredita que o Alentejo é merecedor de um interesse mais alargado, seja através dos muitos alentejanos espalhados pelo país, seja por uma ligação meramente sentimental que vem ganhando força.
No fundo um projecto de antigos alunos do IPP - Instituto Politécnico de Portalegre com muita qualidade e imenso valor que vale a pena ser folheado e lido atentamente. Revista Pormenores, conhecer e compreender melhor o Alentejo.



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Final do ano lectivo - Férias de Verão, "Vá pra fora cá dentro" e conheça o Alto Alentejo e a cidade de Portalegre

Turismo: "actividades que as pessoas realizam durante as suas viagens e permanencia em luagres distintos dos que vivem, por um determinado período de tempo com fins de lazer, negócios e outros."
De acordo com a Organização Mundial de Turismo, segundo dados de 2006, Portugal é um dos 20 maiores destinos do mundo. Nesse ano quase 12 milhões de turistas visitaram Portugal. Curiosamente, um valor superior à população residente no país.
Portugal é amplamente reconhecido na Europa pelo sol, praias, gastronomia e herança cultural e patrimonial.
O Norte Alentejano é uma unidade territorial caracterizada por uma enorme diversidade natural e paisagística, resultado, fundamentalmente, das múltiplas influências de ordem física, biológica e cultural que aqui interagem. São factores, por um lado, característicos da peneplanície alentejana de horizontes abertos e amplos, modelada pela forma extensiva de exploração do solo, e, por outro, típicos das paisagens mais setentrionais, montanhosas e frias. Por entre um variado mosaico de searas, montados, carvalhais, castinçais, olivais, pinhais, eucaliptais, vinhas, hortas e pomares, matos e matagais, bosques ripícolas, cursos de água e albufeiras, ergue-se a majestosa Serra de São Mamede, com as suas imponentes e vigorosas cristas quartzíticas, que é o elemento fulcral e determinante de todo o ambiente natural e cultural do Norte Alentejano.
A Serra de São Mamede, corpo central do Parque Natural com o mesmo nome, é um misto diversificado de paisagens, resultado de uma cooperação quase sempre harmoniosa entre o Homem e a Natureza. Por entre a paisagem natural tipicamente serrana, caracterizada por meios rochosos, agrestes e nus, prolifera uma enorme variedade de biótopos e habitats: reside aqui o limite sul de distribuição de muitas espécies e comunidades vegetais tipicamente atlânticas.
Para além da Serra de São Mamede, existem outros locais no Norte Alentejano cuja paisagem é dominada pelos elementos geológicos, com uma fisionomia e características próximas das paisagens serranas graníticas. Fazemos aqui referência a dois desse locais: o maciço de Santa Eulália e a região de Póvoa e Meadas.

Portalegre - a nossa cidade...

Alto Alentejo - a nossa região...

Cancelada a actuação do Grupo Académico Serenatas de Portalegre nas Festas dos Santos Populares no Bairro do Atalaião em Portalegre

Por motivos alheios ao Grupo Académico Serenatas de Portalegre foi cancelada a sua actuação pela organização das Festas dos Santos Populares no Bairro do Atalaião em Portalegre no dia 09 de Junho pelas 21h30m junto ao C.P.T.S.C. - Centro Popular dos Trabalhadores de São Cristóvão. Ainda assim certamente será uma noite onde não faltará animação e boa música. A noite terá ínicio com uma sardinhada, tradicional nesta altura festiva dos Santos Populares seguindo-se então uma noite de karaoke e baile com música típica deste tipo de evento. Se te queres divertir e passar bons momentos não faltes a esta noite que promete ser divertida. Esta seria a noite da despedida do Grupo Académico Serenatas de Portalegre do presente ano lectivo. Fica assim a promessa de regressar para o próximo ano cheios de espírito académico e vontade de voltar a dar boa música a toda a comunidade portalegrense e estudantil.

Serenata aos pais do "Malhadas", elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Serenata em São Bento do Cortiço na noite de 05/04/2008 afim da comemoração das Bodas de Prata dos pais do "Malhadas", elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre.


Dia de convívio - Grupo Académico Serenatas de Portalegre

A época dos exames aproxima-se e o ano lectivo está a terminar. Está a chegar ao fim mais um ano de convivio, novas amizades, muitas serenatas, novos caloiros e novas despedidas de elementos finalistas. No próximo dia 3 de Junho o Grupo Académico Serenatas de Portalegre irá realizar um dia de convívio entre os seus elementos. A não perder um fantástico "Derby"de futebol no recinto desportivo do Atalaião. Vamos ficar a aguardar os registos fotográficos desse jogo, ou dessa divina comédia... Atenção à barriguinha de cerveja e aos pés de chumbo rapaziada... O dia terminará com um jantar entre os elementos do grupo e muita boa música.

Jantar convívio - Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Jantar convívio dos elementos do Grupo Académico Serenatas de Portalegre em casa de dois elementos: "Careca" e "Magno"

Lenda da Cova da Moura - Conhecer a nossa cidade

Conta a lenda que há muitos anos os mouros habitavam no local que hoje é conhecido como Rua da Mouraria, rua essa onde foi fundado também o Grupo Académico Serenatas de Portalegre no nº140.
Certo dia, estando em guerra com um outro povo, um rei mouro viu-se forçado a fugir para a Serra da Penha e escondeu-se por ali com a sua filha e os restantes fidalgos. Conta alenda que o mesmo rei escondeu também naquele local todas as suas jóias.
Depois foi descoberto pelo seu inimigo que se deslocou à Serra da Penha para o matar.
Então, o rei mouro, para salvar a filha encantou-a escondendo-a juntamente com as jóias, numa gruta que ali se encontrava.
Ainda hoje chamam a essa gruta "A Cova da Moura".
Algumas pessoas mais velhas, dizem que nas noites de luar ainda hoje se ve uma princesa moura vestida de tule branco passando no alto da Serra da Penha chorando com saudades dos pais, que a mesma viu a matar, sem os poder ajudar.

Grupo Académico Serenatas de Portalegre ao vivo no III Ensaias'Tu 2009

Actuação no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre na abertura do III Ensaias'Tu 2009 - Encontro de Tunas Femininas de Portalegre pelo terceiro ano consecutivo. A organização deste evento pertence ás Tuninfas - Tuna Feminina do Instituto Politécnico de Portalegre.

Fábrica da Robinson - Conhecer a nossa cidade

A Fábrica da Rolha foi fundada em 1837, por Thomaz Reynolds, proveniente de uma família inglesa, que resolveu fundar uma fábrica de cortiça, que se dedicasse sobretudo à produção de rolhas, devido ao elevado consumo de Vinho do Porto em Inglaterra, pois este passou a ser engarrafado, exigindo novas formas de ser preservado pelo maior tempo possível, e com a mais elevada qualidade.
Em 1847, George Robinson, respeitado industrial inglês, adquire os direitos de exploração da Fábrica da Rolha da família Reynolds.
A escolha da aquisição da fábrica deveu-se essencialmente ao facto de Portalegre ser naquela época um dos maiores centros geográficos da cortiça ibérica.
George Robinson instala-se em Portalegre com a sua família, a qual virá a ser composta por 7 filhos, dos quais apenas 2 acabam por sobreviver.
Destes 2 filhos, George Wheelhouse Robinson virá a ser parte fulcral da Fábrica Robinson, quando com 24 anos de idade, após regressar de Inglaterra, assume funções na Fábrica.
Nesta altura, a Fábrica contava com 560 operários.
Em 1891, adquire uma fábrica de rolhas em San Vicente de Alcântara, e dai em diante, foi adquirindo fábricas de cortiça, tanto em Portugal como em Espanha, mantendo sempre os operários que ai trabalhavam, chegando a empregar mais de 2000 operários, na viragem do Sec. XIX. Em simultâneo, adquire propriedades agrícolas, à semelhança de seu pai, com o intuito de controlar o abastecimento de matérias-primas às suas unidades industriais.
Por volta de 1903, a fábrica era dotada de equipamentos modernos e elevados conhecimentos na transformação da cortiça. Conhecimentos esses, que viriam a ser aproveitados para a actividade de produção de aglomerados para revestimentos de piso.

No dia 16 de Janeiro de 1932, George Wheelhouse Robinson, morre na sua casa em Portalegre, deixando uma enorme tristeza espelhada nos rostos dos portalegrenses. A Fábrica, viria a ter vários proprietários entretanto, mas nunca mudou o nome adquirido com George Robinson.


"Preciso da cooperação dos operários e confio em que não me faltará; bem como em que patrão e operários andarão sempre unidos, porque da sua união há-de nascer o bem de um e outros"


George Wheelhouse Robinson

Recepção ao caloiro 2004 e 2007 - Grupo Académico Serenatas de Portalegre na ESEP e na ESTGP

Registo fotográfico da recepção ao caloiro na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre no ano de 2004 e na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre no ano de 2007.

Comemorações do dia da cidade de Portalegre - A nossa cidade

No próximo dia 23 de Maio o Grupo Académico Serenatas de Portalegre vai marcar presença nas comemorações do dia da cidade de Portalegre. A actuação será em frente à Câmara Municipal de Portalegre, num evento com início pelas 21h30m. O evento intitulado de " O novo Cancioneiro Poligloto" conta com a participação de 140 intervenientes , em 23 participações, oriundos de 11 países, todos eles residentes na cidade de Portalegre.

Greensleeves - A música da chamada do Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Greensleeves é a música cujo intrumental o Grupo Académico Serenatas de Portalegre utiliza como música de chamamento, ou seja a música que o grupo entoa enquanto a "donzela" vêm à janela.
Entre o início do século XV e o decorrer do século XVII a música começou a ser impressa e a ser vendida, comercializada. Temas musicais começam a espalhar-se rapidamente por toda a Europa, principalmente aqueles que foram criados pelos trovadores da Provença, em séculos anteriores. Com a vinda do Renascimento, a Igreja perdeu algum do seu poder para controlar idéias mas sua imagem ainda era poderosa e que soa bem.
Existe uma longa discussão sobre se terá sido o Rei de Ingalterra Henrique VIII quem escreveu, na realidade, "Greensleeves", uma das mais célebres e certamente mais bem conseguidas músicas de amor de sempre. Sabe-se no entanto que Henrique VIII teve uma educação de excelência e que se tinha em conta como um grande homem da Renascença. Tocou vários instrumentos, incluindo órgão e harpa e isso certamente poderia ter escrito a melodia. Existe também uma carta de amor escrita por ele para Anne Boleyn onde o mesmo descreve uma eloquência (e impaciência), o que também leva a crer que poderia ter sido também o próprio a escrever a letra da canção.
Toda esta discussão se baseia numa lenda que afirma ser de facto da autoria do Rei de Inglaterra Henrique VIII a música e letra de Greensleeves mas muito provavelmente a música já existia e Henrique VII terá simplesmente adicionado a sua própria letra, uma vez que que esta era uma prática bastante utilizada naqueles tempos.O Rei de Inglaterra Henrique VII tinha-se também em conta como um grande amante e último trovador mas como as suas amantes viriam a descobrir este rapidamente se tornava inconstante e rapidamente se apaixonava por outra donzela, um pinga amor!

Serenatas pelas ruas da Cidade de Portalegre

Trajados a rigor... Pelas ruas da cidade... Ouvem-se os passos na calçada... Cantam serenatas... Sobre o brilho da lua... Momentos para a eternidade...
Registo fotográfico de actuações nocturnas "de janela em janela" pelas ruas da cidade de Portalegre nos anos de 2005 e 2007.

Monte da Penha - Conhecer a nossa cidade

São escassas as informações que possuímos sobre a igreja de São Tomé, edificada defronte da cidade de Portalegre, entre os penhascos mais altos do monte da Penha. Neste vazio quase pleno, emergem apenas parcos vestígios e indícios documentais, acompanhados pelas ruínas do templo, ainda hoje observáveis a poucos metros da cruz ali levantada no início do século XX.
Sobre a fundação deste pequeno edifício nada sabemos. Supomos apenas que será anterior ao século XVII. Datando da primeira metade dessa centúria a igreja de Nossa Senhora da Penha, de muito maiores dimensões, parece-nos provável que nessa altura já existisse São Tomé. Só uma maior antiguidade na construção nos leva a compreender que o topónimo pleno com que se designava até há pouco mais de um século o monte onde se ergue ("Penha de São Tomé") faça referência ao apóstolo e não à Virgem, alvo de muito maior devoção local.
Abandonada em data que não conseguimos precisar, posteriormente arruinada, estava ainda ao culto em 1758. Pelas estruturas que se podem observar (a necessitarem de escavação arqueológica e de valorização), tratava-se de um edifício de dimensões muito reduzidas, com três compartimentos. Facilmente identificável, a capela-mor virada a nascente é de planta quadrangular, nela se distinguindo vestígios do arranque de uma abóbada; tratar-se-ia, possivelmente, de uma estrutura em cuba, de inspiração islâmica, com cúpula hemisférica assente sobre pendentes. Para além dela, são ainda visíveis dois outros volumes: uma pequena nave a poente (com entrada lateral virada a sul, guarnecida de cantaria hoje desaparecida) e uma minúscula sacristia.
Há uma tradição antiga que aponta para esta pequena igreja a função de ermitério. É hipótese que não podemos confirmar. Devemos no entanto registar as palavras escritas pelo pároco da Sé em meados do século XVIII:

"[...] desta Ermida [da Senhora da Penha] quazi ao meyo da Penha está outra do Apostollo são Thomé de cuja Ermida não sabemos Padroeyro, nem fundação he muyto acomodada para a vida Ermitica, e nos persuadimos que esta foy a Ermida na qual viveo penitente o veneravel Padre Manoel do Rego oriundo de Portalegre posto que nascido em Alter do chão, e não na Igreja de nossa senhora da Esperança do termo desta cidade como dis o Padre Frey Agostinho de sancta Maria no seu sanctuario Marianno [...]" (Boroa, 1758: 121)

Feira da Vinha e do Vinho em Borba 2005 e 2006

O Grupo Académico Serenatas de Portalegre esteve presente na Feira da Vinha e do Vinho na localidade de Borba.
A Festa da Vinha e do Vinho integra uma série de Feiras Temáticas - Vinhos e Enoturismo, Gastronomia, Produtos Regionais, Artesanato, Equipamentos e Serviços Vitivinícolas, Institucional e Empresarial.Fica o registo fotográfico dessas noites fantásticas.

Contactos:
Câmara Municipal de Borba:
http://www.cm-borba.pt

O Grito Académico - Conhecer as nossas Tradições Académicas

O grito académico português ou F-R-A ("éfe-érre-á"), acrónimo de Frente Revolucionária Académica. Criado originalmente na academia de Coimbra como 'arma' de luta política, pensa-se que terá sido dito dito pela primeira vez pelos quintanistas de Medicina, na noite de 26 de Maio de 1938 ouvindo-se então em Coimbra desde a década de 30 do séc XX. Representava este acrónimo, originalmente, o grito da Frente Republicana Académica, tendo o seu carácter evoluido para uma expressão de saudação de honra ou mera manifestação de alegria. e da unidade da academia. Ainda hoje é comum escutar-se o F-R-A.O grito é composto por vários motes lançados por uma única pessoa, que soletra sucessivamente F-R-A ("éfe-érre-á"), F-R-E ("éfe-érre-é"), F-R-I ("éfe-érre-í"), F-R-O ("éfe-érre-ó") e F-R-U ("éfe-érre-ú") a que respondem as restantes pessoas presentes. Seguidamente, todos entoam uma segunda parte em coro.

Colher de Pau, Símbolo da Praxe - Conhecer as nossas Tradições Académicas

No ano de 1212, em Espanha, surge, por ordem de El-Rei D. Alfonso VIII, o primeiro “Studium Generale” em Palencia, que seria o antecessor das actuais Universidades. Pouco tempo depois, D. Diniz manda construir os Estatutos Gerais de Lisboa (1285) que, devido a diversos problemas entre a população e os estudantes foram trasnferidos pouco depois para Coimbra – surgindo a primeira Universidade portuguesa (com esta designação). Aos Estudos Gerais que foram sendo criados acediam jovens de todo o país e mesmo de outros países vizinhos. Assim surgem, em Espanha, os Sopistas, predecessores dos actuais Tunos.
Os Sopistas eram estudantes pobres que, com as músicas, simpatia e brincadeiras percorriam casas nobres, conventos, ruas e praças em troca, muitas vezes, de um prato de sopa (daí o seu nome – sopistas) ou de uma moeda que os ajudasse a custear os estudos. Quando caía a noite e tocavam os sinos de recolha cantavam serenatas às donzelas que queriam conquistar, sendo, muitas vezes, perseguidos pelas polícias universitárias (visto que o recolher era obrigatório para os estudantes). Daí que os Sopistas começaram a utilizar longas capas negras para, na noite escura, se poderem esconder dos polícias.
Eram conhecidos por transportarem sempre consigo um garfo e uma colher de madeira, o que lhes permitia comer em qualquer lado. Assim, quando se formaram as primeiras Tunas, ainda com muitas tradições sopistas, os símbolos adoptados (essencialmente em Espanha) foram, justamente a colher e o garfo de madeira. Em Portugal as tradições académicas adaptaram o símbolo da colher de pau como uma das mais conhecidas sanções de Praxe: a sanção de unhas.
Julga-se que o nome Tuna surgiu, porque muitas das tradições sopistas eram baseadas na atitude de um califa, boémio e mulherengo, de Tunes – Tunísia, que levava uma vida trovadoresca. Passava dias e noites a cantar pelas ruas e em grandes tainadas com os amigos e, pela noite, encantava as donzelas de Tunis com serenatas ao som do seu alaúde. Assim, os sopistas tinham sido influenciados por esse califa da Tunísia o que originou que, mais tarde, visto que o nome sopista já não condizia a realidade (os estudantes passaram a tocar para se divertirem e não para sobreviverem) e tornara-se depreciativo, os grupos de estudantes de tradição sopista se passassem a intitular Tunas.
Esta origem remota no mundo Árabe desta tradição secular, a das Tunas, explica porquê que o bandolim desempenha um papel fundamental na sonoridade das Tunas, porque foi inspirado no Alaúde deste Califa. Os instrumentos eram, e ainda são (apesar de algumas alterações mais recentes), maioritariamente cordofones pois isto permitia às Tunas andarem pelas ruas carregando-os.

As tunas em Portugal surgiram apenas em meados do séc. XIX. Conta-se que um grupo de estudantes de Coimbra se deslocou, um dia, a Espanha e, observando o sucesso que as Tunas por lá faziam importaram a ideia para o nosso país. No entanto, é muito difícil definir qual a Tuna mais antiga do país.

Grupo Académico Serenatas de Portalegre no IV FesTaFin Idanha-a-Nova

Actuação na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova na abertura do IV FesTaFin - Festival de Tunas Femininas de Idanha-a-Nova, Dezembro de 2006, organizado pela Adufótuna, Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Sé de Portalegre, o nosso símbolo - Conhecer a nossa cidade

Tem por invocação Nossa senhora da Assunção. Está situada no extremo leste da cidade, numa pequena eminência que fazia parte do castelo, e fronteira á actual Praça do Município. O templo foi começado a construir em 1556, após a instituição do bispado de Portalegreno local da antiga igreja de Santa Maria do Castelo, pelo seu primeiro bispo, o espanhol D. Julião de Alva, capelão da ranha D. Catarina, tendo sido modificado nos séculos XVII e XVIII. Até aos ultimos anos do século XVI foram continuadas as obras da Sé pelos bispos D. André de Noronha e D. Frei Amador Arrais, seguindo-se, em parte, a planta original. Nos primeiros anos do século XVII D. Rodrigo da Cunha, que daqui foi transferido para o Porto em 1619, continuou as obras, porém já com muitas alterações. Mais tarde no século XVIII, o edifício foi acrescentado e modificado pelos bispos D. Alvaro Pires de Castro e Noronha (+1737) e D. Manuel Tavares Coutinho da Silva (+1798) O edifício de forma quadrilátera e grandes proporções, tem a fachada um pouco reentrante, flanqueada por duas torres quadradas. Tem três portas abertas ao oriente, sobrepostas por janelas de balcões separadas por meias pilastras de granito, que se prolongam até à primeira cornijaassentando nesta três janelões, sobre estes ergue-se um frontão rematado pela cruz ladeada por pináculos. Balaustradas laterais protegem um eirado que comunica com as torres. Estas são formadas por três corpos com cunhais de granito aparelhado e tem janelas e frestas com guarnições em bisel. Cada torre tem quatro olhais com arcos de volta redonda onde estão os sinos. Entre quatro pináculos, ligados por pequenos frontões recortados que circundam o eirado superior de cada torre, erguem-se as cupulas de forma octagonal afunilada, com remates de ferro forjado e que outrora foram revestidas de azulejos verdes e brancos. Tanto a porta principal como as laterais da fachada e as janelas que se sobrepõem são obras do fim do século XVIII, construidas em mármore da região. O interior do templo é de três naves da mesma altura e quatro tramos, com abobodas de berço, arcos redondos e nervuras. Tem capela-mor, oito capelas laterais e três no transepto. O altar-mor compõe-se de um retábulo de oito paineis quadrangulares e um semi circular que o remata no alto. As colunas de madeira entalhada, frisos, cornijas, nichos mísolas e molduras, além das pinturas e dourados, têm decorações formadas por delicados motivos de rótulos e pendurados, querubins, festões, laçaria, medalhões, etc. Ainda no gosto do ultimo periodo do renascimento. Nas predelas, esculturas de artistico lavor, representam em meio vulto as imagens dos quatro Envangelistas e dos Apóstolos S Pedro e S. Paulo. Encomtram-se em nichos colocados nos lados do altar e sobrepostas, as imagens de seis Doutores da Igreja. Ao centro, vê-se a imagem de vulto de Nossa Senhora da Assunção. As capelas laterais são as seguintes: Santa catarina, S. Crispim e S. Cipriano, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora de Lourdes, Santa Maria Maior, santo Amaro e a capela das Chagas. No transepto as capelas são as seguintes: S. Pedro, Santo António e a capela do Santissimo O claustro junto á fachada do lado sul da igreja é um vasto quadrilatero cujo o acesso se faz numa porta aberta no transepto. Foi mandado construir pelo bispo D. Alvaro de Noronha e concluido já no final do século XVIII, pelo bispo D. Manuel Tavares. Tem cinco arcos redondos em cada tramo, e eirado com cortina, espelhos e fogaréus em remate. Na parte do sul ao canto direito, encontra-se uma capela da invocação de S. Tiago, onde actualmente se venera a imagem do Senhor dos Passos. De salientar a existência de inumeros objectos de arte sacra e paramentos de grande valor histórico e artistico, como o orgão, cuja caixa ainda é a primitiva, em talha dourada e pintada, ou o celebre paramento de veludo vermelho bordado a ouro e a matiz, peça unica em Portugal, composto de casula, estola e manípolo, duas dalmáticas, duas capas e asperges, frontal grande, pano de pulpito e pano de credência. Este paramento deve ter sido oferecido por D. Catarina de Aragão, rainha de Inglaterra a sua irmã, Joana, a louca, quando sucedera no trono de Castela e Leão, a sua mãe, Isabel, a católica. A Sé de Portalegre está classificada Monumento Nacional, por Decreto de 16 de Junho de 1910.

Queima das Fitas de Portalegre 2007

Registo de um video amador onde, apesar da baixa qualidade e do ruído de fundo, que jamais deveria existir quando se entoa uma serenata, fica para a memória a despedida do Grupo Académico Serenatas de Portalegre aos finalistas do Instituto Politécnico de Portalegre do ano de 2007.

Plátano de Portalegre - Conhecer a nossa cidade

«O mais célebre plátano do país é o de Portalegre, que se situa num jardim desta cidade, cuja sombra é muito apetecível principalmente no Verão. Esta árvore que foi plantada em 1838 junto a uma linha de água, tem hoje o tronco em grande parte soterrado, em virtude dos aterros sucessivos para nivelamento do actual arruamento, Av. da Liberdade.Está considerado de interesse público por decreto publicado em "Diário do Governo".
O Plátano de Portalegre tem a maior copa da Península Ibérica. Do tronco que presentemente é muito curto, com 5, 26 m de P.A.P., saem inúmeras pernadas que formam uma copa larga e densa, com 27 m. de diâmetro. É de notar que este plátano, segundo Sousa Pimentel, em 1894 tinha 3 metros de P.A.P. e a copa 24 m. de diâmetro.»

"Ernesto Goes- in Árvores Monumentais de Portugal ,1984"

Junto deste plátano encontram-se duas placas comemorativas assinalando a comemoração dos 160 anos da árvore e data de Dezembro de 1998 e numa outra pequena lage a data de Junho de 2000, assinalando o Dia Mundial do Ambiente, pode ler-se que a árvore foi classificada de interesse público em 1939 e que as suas dimensões eram então as seguintes: diâmetro da copa- 46 metros; perímetro do tronco: 5,66 m. ; altura: 30 metros.


"Década de 40"

"Década de 80"

Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre 09

No passado dia 4 de Maio, pelas 24 horas o Grupo Académico Serenatas de Portalegre actuou na Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre junto à grandiosa e emblemática Sé de Portalegre. Fica o registo fotográfico desse dia/noite maravilhosa.

A Praxe Académica...

Praxe Académica, ou simplesmente Praxe, consiste no conjunto de tradições, usos e costumes de uma comunidade académica portuguesa.

No que consiste:
A praxe académica é um conjunto amplo de tradições, usos e costumes que se praticam e repetem ao longo dos anos no foro universitário, e cuja Alma Mater é Coimbra. Fortemente ligada ao conceito de praxe académica, está a tradição de integrar os caloiros na sua nova escola e nos próprios costumes, pelo que a praxe tem também um ritual iniciático fortemente hierarquizado. Esta ligação é forte de tal modo que por muitas vezes se confunde o conceito de praxe, que é o conjunto de todas as tradições e rituais com o de "gozo ao caloiro". Actualmente, as actividades de recepção ao Caloiro tem sofrido forte contestação e gerado enorme polémica, chegando a haver o instaurar de diversos processos-crime, em razão de práticas que, afinal de contas, nada têm a ver com os ritos iniciáticos da praxis académica.


Associado à praxe académica, está o mote Dura Praxis, Sed Praxis - a praxe é dura, mas é praxe! - baseada no mote latino Dura Lex, Sed Lex .

Origens:
A actual praxe académica surge na Universidade de Coimbra. Tem como base uma jurisdição especial (o "foro académico", distinto da "lei civil"), a qual era aplicada por um corpo policial próprio - os Archeiros - sob tutela das autoridades universitárias. O seu papel era o de zelar pela ordem no campus e fazer cumprir as horas de estudo e recolher obrigatório por alunos e professores, sob pena de prisão, sobrepondo-se às autoridades policiais civis. Também tinha a incumbência de evitar a entrada na Universidade dos habitantes da cidade que não fossem estudantes ou professores.
Em 1727, devido à morte de um aluno, D. João V proíbe as investidas feitas pelos veteranos (qualquer aluno com mais de uma matrícula na Universidade): "Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos."
No século XIX, o termo "investida" dá lugar aos termos "caçoada" e "troça". Os episódios de violência sucedem-se, com os novos alunos a serem rapados ou obrigados a cantar e a dançar e chega mesmo a haver confrontos físicos com os mais velhos.
Com o fim da polícia universitária em 1834, os estudantes decidem criar uma adaptação desta força policial académica e recuperar os rituais de iniciação. Assim, após o toque vespertino da "cabra" - um dos sinos da torre da Universidade - patrulham as ruas da cidade, em busca de infractores, organizados em "trupe". No final do século XIX, surgem novamente relatos de violência entre estudantes, relacionados com os rituais de iniciação, onde os novos alunos eram obrigados a cantar e dançar, e em que era também frequente cortar-lhes o cabelo. Num destes episódios, um dos praxistas é morto por um caloiro.
A praxe foi entretanto interrompida durante alguns períodos. Durante a Implantação da República a praxe é abolida devido à oposição dos estudantes republicanos, sendo reposta em 1919.

XII Aniversário do Altios Bar em Castelo Branco

No passado dia 7 de Fevereiro de 2009, o Altios Bar na Quinta Dr. Beirao em Castelo Branco comemorou o seu décimo segundo aniversario e o Grupo Académico Serenatas de Portalegre marcou presença na festa e jantar de aniversário.
Os parabéns ao espaço e ao Sr. Victor Magro que como o próprio diz é...
"O sítio onde os amigos se encontram, os anos passam mas nem sempre as mentalidades se alteram!"

Museu Académico de Coimbra

Ocupa actualmente um espaço no edifício do antigo colégio de S. Jerónimo tendo estas instalações sido inauguradas em 11 de Dezembro de 1987.
Em 9 de Fevereiro de 1950 o dirigente académico António de Almeida Santos, que em 9 de Janeiro havia tomado posse, com outros estudantes, do Conselho Cultural da Associação Académica, levantou perante a Direcção da Associação Académica a ideia da criação do Museu Académico. A Direcção ficou receptiva e consultou os Organismos Académicos sobre o assunto. Em 27 de Novembro a Direcção da Associação Académica apresenta o projecto de criação do Museu Académico.
Em 2 de Abril de 1951 a Direcção da AAC apresenta o Projecto de Estatutos para o Museu Académico.
Em 21 de Maio é inaugurado o Museu Académico na sala da Direcção da AAC, ao tempo no Palácio dos Grilos. Os Drs. António José Soares e Dr. António G. da Rocha Madahíl fizeram a recolha e arrumação do espólio.
Foi oficializado em 1990 mediante protocolo entre a Reitoria da Universidade, a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra, a Associação dos Antigos Estudantes da Universidade de Coimbra e os Organismos Autónomos da Academia de Coimbra. As peças do museu são quase todas oferecidas e contêm um espólio que retrata o estudante nas suas várias valências.
Encontram aqui os espólios dos fadistas Lucas Rodrigues Junot - capa de estudante, guitarra, provas das gravações discográficas, outros documentos e fotografias; estatuetas em gesso caricaturando Oliveira Salazar e Bissaya Barreto; estatuetas de doutores e varinas; símbolos da cidade; material publicitário da Rádio Universidade; peças de louça antiga pintada à mão com os símbolos das repúblicas, trabalhos feitos por estudantes sobre tradições académicas; exemplares dos símbolos da praxe como a tesoura, a moca, o penico e a colher de pau; vários decretos do Conselho de Veteranos; muitas sebentas manuscritas das que a Marrafa levava a casa dos estudantes; sala Teixeira Santos onde se encontra exposto o núcleo camoniano; a exposição temática sobre a Queima das Fitas com as paredes forradas a cartazes, desde a sua edição em 1931 até aos nossos dias; muitos exemplares de "plaquetes" de caricaturas e de livros de curso; selos comemorativos das Queimas das Fitas; fotografias e bilhetes para o Baile de Gala; uma exposição temática com documentos doados pela família de António Menano, objectos pessoais de grandes personalidades como Hilário, Artur Paredes e Zeca Afonso; uma colecção de pastas académicas do século XIX, confeccionadas nos mais diferentes materiais; espaços com dezenas de caixotes cobertos pelo pó com os mais variados objectos; uma sala com cerca de dois milhares de trofeus da Académica; badalos da cabra roubados, etc..

Colégio de S. Jerónimo
Praça D. Dinis
3000 Coimbra
Apartado 3097
Tel: 239 82 73 96

Horário:
2a a 6a feira entre as 10h e as 12h30m e das 14h às 17h
Encerra Sábados, Domingos e Feriados

Afinação dos instrumentos de cordas tradicionais portugueses - Compreender e conhecer os nossos instrumentos

Viola Amarantina ( Amarante) Lá, Mi, Si, Lá, Ré
Viola Braguesa ( Braga ) Sol, Ré, Lá, Sol, Dó
Viola Toeira( Coimbra) Mi, Si, Sol, Ré, Lá
Viola Beiroa ( Castelo Branco ) Ré, Si, Sol, Ré, Lá, Ré
Viola Campaniça(Beja ) Sol, Mi, Dó, Fá, Dó
Viola de Arame ( Madeira ) Ré, Si, Sol, Ré, Sol
Viola da Terra ( S. Miguel-Açores ) Ré, Si, Sol, Ré, Lá
Viola da Terceira ( AÇORES ) Mi, Si, Sol, Ré, Lá, Mi
Violão ou Viola Francesa Mi, Si, Sol, Ré, Lá, Mi
Cavaquinho Mi, Dó#, Lá, Lá
Rajão ( Madeira) Si, Fá#, Ré, Lá, Mi
Guitarra de Lisboa Si, Lá, Mi, Si, Lá, Ré
Guitarra de Coimbra Lá, Sol, Ré, Lá, Sol, Dó
Banjolim Mi, Lá, Ré, Sol
Banjola Mi, Lá, Ré, Sol
Banjo de Acordes Ré, Si, Sol, Ré
Viola Banjo Mi, Si, Sol, Ré, Lá, Mi
Bandolineta Lá, Ré, Sol, Dó
Bandolim Mi, Lá, Ré, Sol
Bandoleta Lá, Ré, Sol, Dó
Bandola Mi, Lá, Ré, Sol
Bandonloncelo Mi, Lá, Ré, Sol
Violino Mi, Lá, Ré, Sol
 
Nota: todas as afinações são dadas do agudo para o grave.

Cancelada actuação na Semana Académica de Santarém 08/09

Cancelada a deslocação do Grupo Académico Serenatas de Portalegre à Monumental Serenata da Semana Académica de Santarém dia 13 de Maio, pelas 22 horas e 30 minutos nas escadas do seminário por motivos de força maior por parte da organização e transporte para o referido grupo. 

Actuação na Semana Académica de Castelo Branco 08/09

No passado dia 27 de Abril, pelas 24 horas o Grupo Académico Serenatas de Portalegre actuou na noite da Monumental Serenata da Semana A1cadémica de Castelo Branco na escadaria da Câmara Municipal de Castelo Branco. Fica o registo fotográfico dessa noite fantástica.

Parabéns aos Finalistas...

"Alma de Estudante"

A vida de estudantes
Tem um punhado de amizade e solidão
Guardado nos secretos lábios dos amantes
Os beijos de uma paixão

Em sorrisos trocados pelo vinho
Espalham a saudade aos quatro ventos
Lágrimas que acordam de mansinho
Na recordação de outros tempos

De janela em janela pela cidade
Tocam serenatas na rua
Levam no rosto toda a felicidade
E os olhos o brilho da lua

Vozes que a todos deixaram saudades
Por este alentejo de poetas e cantores
Beijos pensados para a eternidade
Como os abraços dos amores

"G.A.S.P. - João Tomé"

Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre 09

Dia 4 de Maio de 2009, pelas 24 horas junto à grandiosa e emblemática Sé de Portalegre.

Grupo Académico Serenatas de Portalegre ao vivo no I Ensaias'Tu

Actuação no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre na abertura do I Ensaias'Tu 2007 - Encontro de Tunas Femininas de Portalegre, organizado pelas Tuninfas - Tuna Feminina do Instituto Politécnico de Portalegre.

Actuação na Semana Académica de Portalegre 08/09

Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre ao som do Grupo Académico Serenatas de Portalegre dia 4 de Maio, pelas 24 horas junto à emblemática Sé de Portalegre.

Actuação na Semana Académica de Castelo Branco 08/09

Monumental Serenata da Semana Académica Albicastrense ao som do Grupo Académico Serenatas de Portalegre dia 27 de Abril, pelas 24 horas na escadaria da Câmara Municipal de Castelo Branco.

Serenata aos pais do "Gustavo", elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Momentos antes da Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre 07/08.
Café Central – Portalegre

Luís Sousa - Para sempre nas nossas memórias

Em cada nota... cada acorde... cada balada...
Estarás sempre na nossa memória.
Foste, és e sempre serás um de nós!
Obrigado por seres quem és!

Historial do Grupo Académico Serenatas de Portalegre


"Nunca se pedem, merecem-se...
Nunca se esquecem, ficam sempre guardadas na memória...
Nunca são feitas para um público, normalmente devem-se a sentimentos...
Uma estranha forma de viver a música, mas que cativa tudo e todos..."

O Grupo Académico de Serenatas de Portalegre foi fundado na década de noventa, por alguns elementos que pertenciam à Tuna Papamisto ( Tuna mista do Politécnico de Portalegre ). Aquando do casamento de um casal de elementos da referida tuna, alguns elementos masculinos da mesma, querendo oferecer uma prenda especial ao casal, reuniam após os ensaios para ensaiar a referida prenda. Devido à qualidade desses ensaios, que ultrapassaram todas as expectativas dos tunos, iniciaram-se então as conversações com vista à formação Grupo Académico de Serenatas de Portalegre. Fundado na famosa casa nº 140 da Rua da Mouraria, na altura casa de Paulo Silva, aluno do 1º ano de Matemática e Ciências, foi marcada uma reunião onde foram discutidas as linhas mestras que regem ainda o hoje o grupo, fundado com o intuito de preencher uma lacuna existente na academia Portalegrense. Desde então o grupo continua a exercer as suas actividades até aos dias de hoje, desejando que o espírito académico se prolongue por muitos e muitos anos, através de uma renovação constante de novos elementos e novas mentalidades, sem nunca destorcer o verdadeiro significado do espírito de serenata. Para além da participação em várias semanas académicas e eventos em que o espírito de serenata se adeqúe, o Grupo Académico de Serenatas de Portalegre preza ainda pela continuidade da sua tradição de actuações nocturnas pelas ruas da cidade de Portalegre de janela em janela.

História do Acordeon - Compreender e conhecer os nossos instrumentos

Também conhecido como acordeão ou sanfona este instrumento, tem suas origens na China iniciadas por um outro instrumento denominado “CHENG” há 2700 anos a.C. Era uma espécie de órgão portátil tocado pelo sopro da boca. Tinha a forma de uma ave, o Fênix, que os chineses consideravam o imperador das aves. 

O Cheng era dividido em 3 partes :
1º - Recipiente de ar
2º - Canudo de sopro
3º - Tubos de bambu

O recipiente de ar parecia com o bojo de um bule de chá. O canudo de sopro tinha a forma de um bico de bule ou do pescoço de um cisne. A quantidade dos tubos de bambu variava, porém, a mais usada era a de 17. O fato curioso aqui, era que destes 17 tubos de bambu, 4 não tinham a abertura em baixo para entrada do ar, eram mudos, e colocados somente por uma questão de estética. Na parte superior do recipiente de ar, existiam as perfurações onde eram fixados os tubos de bambu e em cada tubo era colocado a lingueta ou palheta, para produzir o som. 
Este recipiente (espécie de cabaça) era abastecido constantemente pelo sopro do músico, que tapa com as pontas dos dedos os pequenos orifícios que existem na parte inferior de cada tubo. De acordo com a musica a ser executada ele vai soltando os dedos, podendo formar assim, os acordes. Em cada tubo de bambu há um caixilho próprio para ser colocada a lingueta, presa por uma extremidade e solta na outra , que vibra livremente quando o ar comprimido a agita.
O Cheng foi o precursor do Harmônio e do Acordeão, pois foi o primeiro a ser idealizado e construído na família dos instrumentos de palheta. O nome diferenciava-se de acordo com a região que era usado, o Cheng recebia nomes como: Schonofouye , Hounofouye, Tcheng, Cheng, Khen, Tam Kim, Yu, Tchao, Ho.
De acordo com o padre jesuíta Amiot, o Cheng da China chegou em St. Petersburg, na Rússia, onde Kratzenstein (Christien Theophile), doutor em filosofia, em medicina e professor da Faculdade de Medicina na Universidade de Copenhague, nascido em Wernigerode em 1723 (Rússia), examinado o instrumento, verificou que o seu agente sonoro era uma lamina de metal que vibrava por meio do sopro produzindo sons graves e agudos. Ele sugeriu que Kirschnik aplicasse nos tubos dos órgãos de sua fabricação esta lamina livre de metal, o que foi feito em 1780. Da Rússia passou para a Europa, tendo a Alemanha tomado grande interesse sobretudo nos instrumentos de órgão.
Foi daí que Christien Friederich Ludwig Buschmann, fabricante de instrumentos, teve a idéia de reunir várias laminas afinadas e fixadas numa placa formando uma escala cujos sons se faziam ouvir passando rapidamente através do sopro; isto aconteceu no ano de 1822. Mais tarde ele transformou esta pequena placa num instrumento musical em um brinquedo infantil, tocado com as duas mãos ao qual deu o nome de Handaolina ou Harmônica de mão. Para tanto aumentou o número de palhetas de metal e o tamanho do aparelho , anexando- lhe um pequeno fole e uma série de botões. 
Este instrumento, depois, segundo a história, foi aperfeiçoado por Koechel e 7 anos mais tarde o austrí­aco Cirilo Demian, construiu em Viena um instrumento rudimentar de palheta livre, teclado e fole que permitiam a obtenção de acordes; Seu nome passou a se chamar “Acordeão” devendo-se ao fato de ter 4 botões na parte da mão esquerda, que ao serem tocados com os dedos afundados soava o acorde; Este nome ficou definitivamente ligado ao instrumento através de inúmeros aperfeiçoamentos que obteve ao decorrer da história.
O sistema de palheta livre já havia sido aperfeiçoado por Greniê em 1810, na França, rico em sonoridade, dando origem ao órgão, e o francês Pinsonat, empregou o mesmo sistema no Alamirê ou Diapasão Tubular que veio a chamar-se Tipófono ou Tipótono e do qual se originou a Gaita de Boca, cuja invenção se deve a Eschenbach, que é um conjunto de palhetas metálicas como linguetas, dispostas cada uma em seu caixilho e vibradas pelo ar soprado pela boca. 
Na França o acordeão foi aperfeiçoado em 1837 por C. Buffet e segundo todos os tratados sobre o assunto o Acordeão nada mais é do que o aperfeiçoamento de diversos instrumentos do mesmo gênero como o Oeline de Eschenbach, o Aerophone de Christian Dietz, a Physarmônica de Hackel, etc., tomando desde esta data sua forma definitiva e seus variados registos para mudança de intensidade e timbre do som.
Mais tarde, com a escala cromática, foi que o Acordeão pode produzir qualquer melodia ou harmonia e inúmeros fabricantes o aperfeiçoaram colocando registros, tanto na mão direita com na esquerda, para maior variedade de sons. Na Itália que se fabricam os melhores acordeões, tendo sido os primeiros construídos em 1863 em Castelfidardo, em Ancona, surgindo depois Paolo Soprani e Stradella-Dellapé. No entanto, na Alemanha, foi construído o primeiro Acordeão em 1822, em Berlim, e daquele país vem a marca Hohner. Nos EUA há diversas fábricas, sendo a marca Excelsior a mais famosa. 
Desde então, o Acordeão, o belo instrumento que vem sendo constantemente aperfeiçoado pelos fabricantes que, entusiasmados com sua grande aceitação, procuram melhorá-lo, não só na parte mecânica como também na sonoridade. Hoje, o Acordeão é um dos instrumentos mais utilizados de todos os povos, alcançando uma grande abrangência em diversos estilos musicais.

História da Viola - Compreender e conhecer os nossos instrumentos


A guitarra clássica, também conhecida como violão, ou Spanish guitar em inglês (em Portugal a denominação mais comum é viola, embora até meados do séc. XX também fosse violão), é uma guitarra acústica com cordas de nylon, concebida inicialmente para a interpretação de peças de música clássica. O corpo é oco e feito de várias madeiras diferentes. O braço possui trastes que a tornam um instrumento temperado.

Sobre o nome:
Na língua portuguesa, o nome “guitarra” se aplica ao instrumento acústico ou elétrico indistintamente. No Brasil e em Cabo Verde manteve-se a designação mais comum violão para a guitarra clássica. Acredita-se que o nome derive diretamente do termo “viola”, que designa vários instrumentos portugueses, da qual a viola caipira brasileira é uma evolução. Embora possua várias diferenças de timbre e de número de cordas, a viola é muito semelhante em formato à guitarra, apenas menor. É compreensível que, para um leigo, uma guitarra seja apenas uma viola grande. Assim, apesar de referir-se ao mesmo instrumento que a guitarra, a origem linguística do nome “violão” foi o termo “viola”, acrescido do sufixo de aumentativo “—ão”.
Mesmo originando-se de um equívoco, o nome violão hoje faz parte do vocabulário de todos os brasileiros e designa de forma inequívoca a guitarra clássica. Muitos compositores e estudiosos tentaram, sem sucesso, fazer com que o termo guitarra voltasse a ser utilizado no Brasil para unificar a nomenclatura a todas as outras línguas. Apenas no século XX o nome guitarra retornou ao vocabulário corrente dos brasileiros, mas apenas para designar a versão eletrificada.

Uso na música popular:
Um violão ou guitarra clássica
Diversas características do violão o tornam propício ao acompanhamento do canto. Entre elas, a extensão, o volume sonoro, a relativa riqueza harmônica, o baixo custo e o peso reduzido. Isso também o torna o instrumento preferido de alguns intérpretes. Como é fácil de transportar, é comum ver grupos de pessoas reunidas em torno de um violão em festas, bares, praias, estádios, estações de trem ou outros locais ou situações em que as pessoas se agrupam. A execução puramente harmônica para o acompanhamento do canto é facilmente dominada e as revistas com cifras dos sucessos musicais do momento são facilmente encontráveis em qualquer quiosque de jornais. Poucos instrumentos são tão presentes no cotidiano, executados por músicos amadores tanto quanto por profissionais.
No Brasil, apresentações com “um banquinho e um violão”, em pequenos espaços, com um cantor se acompanhando ao violão são comuns na bossa nova e na MPB.
A despeito desse valor gregário, em muitas canções, o violão é descrito como o único companheiro das horas de solidão. Os versos de Caetano Veloso em “Tigresa” descrevem um desses momentos: “E eu corri pra o violão num lamento E a manhã nasceu azul Como é bom poder tocar um instrumento”. Em outros momentos, o violão é descrito como um item essencial sem o qual a vida não teria sentido. Na letra de “Chão de Estrelas”, Orestes Barbosa diz que “(...) a ventura desta vida é a cabrocha, o luar e o violão”. No verso final de “Acorda amor” (Julinho da Adelaide, pseudônimo de Chico Buarque) o marido em fuga pede à sua esposa que não se esqueça de colocar na mala os itens de primeira necessidade: “Não esqueça a escova, o sabonete e o violão”.
Em Cabo Verde, o violão é o instrumento-rei para acompanhar géneros musicais locais, tais como a coladeira, a mazurca e a morna, e pode ocasionalmente ser usada em outros géneros. Para além de instrumento de acompanhamento é também utilizado como instrumento solista.
Em Portugal, para além de ser usado em vários géneros musicais, é o principal instrumento de acompanhamento para o fado (sendo, neste caso, chamado pelos músicos de “viola”), onde a parte melódica é feita na guitarra portuguesa e o baixo feito no violão baixo.



História do Bandolim - Compreender e conhecer os nossos instrumentos

A História do Bandolim remonta a vários séculos atrás. Sendo um intrumento que, cada vez mais (depois de um período de quase desaparecimento) se consolida como indispensável na música tradicional portuguesa, muito graças aos estudantes e às suas tunas que fizeram renascer a glória deste instrumento. Mas não só, mesmo a nível internacional não são raros os grupos Rock, Folk e Pop de renome que têm utilizado este magnífico cordofone para aprimorarem as suas composições por exemplo: R.E.M., James, Blind Melon, U2, Jovannotti, entre muitos outros. A nível nacional o bandolim é sobretudo utilizado pelas Tunas Académicas e algumas Orquestras Típicas, mas também tem sido utilizado em alguns grupos de música moderna. Um bom exemplo de uma utilização espetacular do bandolim, com um efeito muito bom no produto final de um grupo português dos nossos dias são os trechos de bandolim dos coimbrões Belle Chase Hotel. Ena Pá 2000, Belle Chase Hotel, Blind Zero, vêm, com muitos outros, juntar-se a um leque cada vez mais alargado de músicos que compreenderam que a relativa acessibilidade deste instrumento (essencialmente em termos de custo)não significa menor mais-valia na criação musical, bem pelo contrário.
É justo salientar o excelente trabalho de investigação e composição que o compositor Júlio Pereira tem desempenhado ao longo dos anos. Desde a sua recolha de informação no Atlas Musical de Portugal, até informações sobre os diversos cordofones que ele toca (bandolim, cavaquinho e diversos tipos de viola), enfim, um trabalho de louvar que se encontra compilado e disponível na sua homepage e que, em conjunto com algumas visitas ao Museu de Cordofones de Domingos Machado em Tebosa - Braga, muito contribuiram para eu conseguir compilar estas informações acerca do bandolim.
O Bandolim é conhecido como um cordofone com origem napolitana, de costas periformes e abauladas tal como as do alaúde e dotado de quatro cordas duplas de metal cuja percussão com palheta ou plectro produz um efeito de tremolo rápido e encadeado que aumenta ilusóriamente a duração das notas criadas. 
A Família dos Bandolins é constituída pela Bandolineta (sopranino), o Bandolim (soprano), Bandoleta (Alto), Bandola (Soprano), Bandoloncelo (Baixo) e Bandolão (Baixo – com forma de bandolim mas tocado como contrabaixo – cerca de 1,50m de altura).
Os bandolins existem desde o séc. XVI, tedo a sua origem em Itália, onde surgiram para substituir o Alaúde. Cada cidade tinha o seu bandolim (existindo Napolitanos, Romanos, Sicilianos, Florentinos etc) e a principal diferença entre estes eram o número de cordas e a afinação.
Os construtores Italianos mais famosos foram os violeiros Vimercati, Sechi, Vinaccia e Rafaelle Calace.
Enquanto que os italianos construiam os seus bandolins com forma semelhante à do alaúde, sem ilhargas e com costas arqueadas, em Portugal, onde o bandolim teve muita aceitação estes foram construídos com ilhargas e fundo chato, criando a escola portuguesa de bandolins.

Em Portugal, sendo um dos instrumentos de câmara preferidos pela burguesia portuguesa de Novecentos, o bandolim alcançou uma popularidade crescente que o transformou num instrumento característico de outras festividades e agremiações. Encontrando-se actualmente liberto das rígidas convenções técnicas de interpretação do passado, ele é hoje principalmente tocado por estudantes em tunas universitárias de cariz urbano ou integrado em ‘rusgas’ populares, participando nas ‘chulatas’ ou outras formações instrumentais mistas características das mais diversas celebrações profanas.
No séc. XIX construiram-se inúmeros bandolins de luxo, essencialmente tocados por senhoras. Ainda no princípio do século XX, as senhoras professoras primárias tinham, aquando da sua formação, aprendizagem de bandolim. 
No início do séc. XX a cidade do Porto era o principal polo de onstrucção de instrumentos de corda do país, do Porto partiam guitarras (especialmente de Coimbra), bandolins, cavaquinhos e outros cordofones para todo país. Daí que surjam, no início deste século vários modelos dos diversos instrumentos com características próprias incutidas na Invicta ou no Douro Litoral. Com a I Grande Guerra, instala-se uma crise no país que atinge com particular força os violeiros (visto serem bens de entretenimento). Assim, a grande maioria destes vê-se obrigada a partir da Cidade do Porto para o Miho e/ou para a província tendo como mercado alvo as Romarias e os Ranchos, muito frequentes nesta região do nosso país.

Instituto Politécnico de Portalegre

O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) é uma Instituição de Ensino Superior que integra, neste momento, quatro Escolas Superiores - Educação (ESEP), Tecnologia e Gestão (ESTG), Agrária de Elvas (ESAE) e Saúde. 
O IPP inicia a sua actividade em 1985 com a ESEP, para, em 1990, começar a funcionar a ESTG, em 1995 a ESAE e, em 2001, integrar a Escola Superior de Enfermagem (actual Escola Superior de Saúde). 
A preocupação social tem sido lema deste Instituto. O aumento da capacidade de alojamento de alunos e docentes, o fornecimento de refeições em condições vantajosas, o apoio psico-pedagógico e médico aos alunos e as facilidades concedidas na prática desportiva, no acesso às novas tecnologias e na participação em actividades culturais, testemunham essa preocupação. 
Favorecendo-se a cooperação com a comunidade e a prestação de serviços à mesma, a articulação entre as Escolas do Instituto e as Instituições e Empresas resulta benéfica para docentes e alunos, especialmente para estes, face à elevada colocação profissional que se tem verificado. De resto, orgulhamo-nos de afirmar que os nossos diplomados rapidamente encontram trabalho. 
Com uma oferta de 21 cursos de Licenciatura e quatro Mestrados, várias Pós-Graduações (não conferentes de grau) e Cursos de Especialização Tecnológica (CET), o Instituto Politécnico de Portalegre abarca áreas tão diferentes como a formação de professores, o turismo, a animação social, o jornalismo, a agricultura, a veterinária, a gestão, a equinicultura, a enfermagem, a engenharia, a informática, o serviço social, o design e o marketing. Com cerca de 250 docentes, 200 funcionários e 3000 alunos, ganha-se animação e dinamismo até agora impensáveis. Ganha-se, igualmente, relevância e afirma-se toda a comunidade académica.

Cante Alentejano - Vozes da Região e a sua Tradição

O que é, afinal, o cante alentejano?
“O cante alentejano é uma polifonia simples, a duas vozes paralelas, à terceira superior”. “É composto de modas, nas quais sobressaem, nalgumas delas, dois sistemas musicais inteiramente distintos; o sistema modal e o sistema tonal. O sistema modal, em uso durante toda a Idade Média, o sistema tonal, já fruto do Renascimento, no século XVI”

E como se canta?
“Os cantadores, geralmente homens do campo, cantam em grupo, divididas as vozes em três naipes: o Ponto, o Alto e as Segundas vozes. A função do Ponto é iniciar a moda, retornada depôs pelo Alto, e em seguida pelas segundas vozes, constituindo assim o coro. A função específica do Alto é preencher as pausas com os vaias, no fim das frases musicais, excepto na última — assim uma espécie de Ponto na 1 vez”(Padre António Augusto Alfaiate Marvão).

Até onde remontam as origens de “cante”?
Como sabe, existem três vias para dar resposta a essa dúvida que nos surge sempre que queremos encontrar o momento, o local e o modo do surgimento do cante alentejano. Estudiosos da matéria apontam a génese do cante para a pratica coralista gregoriana, encontrando razões, pontos de convergência e similitudes que para eles são irrefutáveis. Outros, igualmente empenhados no estudo desta matéria, avançam como resposta a herança histórico-cultural legada pela presença árabe no nosso país e a sua abalada mais tardia do sul do país. Buscando e encontrando semelhanças, na forma de expressão vocal nossa e no cante mourisco….
Mas, outros há ainda que respondendo à mesma questão, negam ambas as explicações anteriores e apontam como fundamento da origem do cante alentejano a fixação pelas nossas gentes e a sua interpretação sistemática, de uma forma de polifonia onde se concentram e se exteriorizam os valores mais profundos da alma deste povo.

E quais as suas estruturas?
No seu início, o cante tinha como palco o campo. Foi uma necessidade sentida pelos trabalhadores para lhes aconchegar o espírito e lhes aliviar o corpo. Nasceu nas idas e nas vindas do trabalho e cultivou-se na dureza da azáfama.
O cante nasceu em função do trabalho, burilou-se na sua execução, passou a ser instrumento do mesmo.
Depois prolongou-se caminhos fora e entrou nas vilas e nas aldeias. Continuou-se nas tabernas, apareceu nas festas.
Mas a sua função principal não era animar os folguedos. Nasceu da necessidade dos trabalhadores inventarem um bálsamo para as suas dores tantas.
E o cante era isso, um grito que aliviava, um suspiro que tornava menos amarga a dureza da vida.
O cante colectivo, o som projectado por tanta garganta em uníssono, dava uma sensação de força maior, que se acrescentava à outra que a fraqueza ia vencendo, quer debaixo do sol escaldante, quer sob uma qualquer intempérie para a qual não havia abrigo de jeito.
No trabalho esforçado para além dos limites das posses individuais, valia assim a presença do coro colectivo que emprestava ânimo e ajudava, no seu cadenciado, a vencer mares de searas.
Tudo se formava e tudo se dissolvia na ida e com o regresso das labutas, onde homens, mulheres e crianças marchavam juntos durante quilómetros. Era essa a escola, era essa a vida do cante.
Só mais tarde, a partir da década de trinta, dentro das vilas, é que os Grupos corais começaram a ter alguma consistência organizativa.
Em torno da figura de um bom cantador, começaram a esboçar-se os Grupos Corais que temos hoje. Com disciplina de posições, com organização e ensaios.

A mulher começa a aparecer no “cante”. A que se deve tal facto? A mulher também faz parte da tradição?
Como atrás dissemos, as mulheres estiveram na génese do cante, lado a lado com os homens. Ombreavam no trabalho e aí, podiam cantar e cantavam juntos.
Mas a sequencia, digamos que urbana do cante, privou, durante décadas, as mulheres de assumirem o seu papel como intérpretes de uma “moda” que também era sua.
Dado o seu estatuto Sócio-Cultural, não frequentavam os lugares onde o cante se prolongou depois de desaparecer dos campos, afastado pela mecanização da agricultura. Por isso, só por isso, durante tanto tempo se fez o silêncio nas gargantas femininas.
Mais tarde veio Abril e pouco a pouco foram-se abrindo os corações das mulheres para o cante, à medida que se iam também abrindo os horizontes dos seus direitos e as suas possibilidades de movimentação dentro do tecido social.

Dizem-me que o cante nunca cantou a política. E quais eram os temas cantados?
Antes de 74 o cante não podia abordar a temática política Algumas modas, porque as houve, mais ousadas eram proibidas e os seus interpretes castigados. Neste país, mesmo com fome não se podia gritar por pão. Mesmo tolhidos, não podiam clamar por liberdade. Assim, as modas, feitas e divulgadas nessa época, na sua generalidade, cantavam a vida, a contemplação, a nostalgia, o amor, a saudade, o trabalho, tinham uma função mais de expiação das mágoas do que de reivindicação de melhor sorte.
Logo a seguir ao 25 de Abril, o cante e os corais foram notoriamente instrumentalizados para “enfeitarem” manifestações e comícios e as letras das modas, por essa via, sofreram, como não podia deixar de ser, durante algum tempo as influências diretas do momento político efervescente, reivindicativo e até quase conspirativo da altura, como nas modas “morreu Catarina, era comunista” e “oh reforma agrária, eu sonhei contigo...”.
Mas depressa os Grupos retomaram o cancioneiro popular, continuando a cantar as modas que falavam da vida, da sua vida, do campo e da nostalgia de tempos idos, como na moda, “lembra-me o tempo passado, tudo se vai acabando, o boi puxando o arado e o almocreve cantando…”.

Uma moda entoada de uma forma diferente, Cantares Alentejanos com Orquestra Sinfónica (Ronda dos Quatro Caminhos):

O cante tradicional:

História do Vinho - A Bebida dos Deuses e do "Estudante Cantor"

A história do vinho em Portugal vai para além da fundação da nacionalidade. Considera-se que a vinha foi plantada pela primeira vez na Península Ibérica (no vale do Tejo e no vale do Sado) cerca 2000 A.C. pelos Tartessos. Os Fenícios introduziram novas castas de uvas e tomaram conta do comércio do vinho dos Tartessos cerca do século X A.C. Os Gregos instalaram-se na Península Ibérica no século VII A.C. desenvolveram a cultura da vinha e trouxeram progressos nos métodos de fazer o vinho. No século VI A.C. os Celtas introduziram novas castas de uvas na Península Ibérica. Os Romanos chegaram à Península Ibérica cerca do século II A.C. e contribuíram para a modernização da cultura da vinha. Com a queda do Império Romano o vinho continuou a ser produzido pelas civilizações que se seguiram. 
Com a fundação de Portugal o vinho tornou-se no produto mais exportado. Um grande aumento das exportações de vinho começou a segunda metade do século XIV. Nos séculos XV e XVI, com as descobertas Portuguesas, as caravelas carregavam sempre vinho. Com o tratado de Methwen em 1703 abrindo o comércio entre Portugal e Inglaterra, estabelecendo condições especiais para a penetração do vinho Português em Inglaterra, as exportações de vinho tiveram um considerável aumento. Em 1756 o vinho do Porto era já tão famoso que no sentido de regular o comércio e a produção da região foi criada a primeira região demarcada do mundo a região produtora do vinho do Porto a região Alto Douro. No século XIX a praga da filoxera dizimou largas áreas de vinhas Portuguesas. Nos fins do século XIX a produção de vinho começou uma lenta recuperação. No principio do século XX varias regiões vinícolas foram demarcadas e em 1986 as regiões vinícolas foram redefinidas e novas foram criadas depois da adesão Portuguesa à União Europeia.

Casa Museu do Poeta e Escritor José Régio - Guia do Grupo Académico de Portalegre

Casa-Museu José Régio em Portalegre foi instalada naquela que foi a habitação de José Régio durante 34 anos.
Quando José Régio foi colocado no Liceu Mouzinho da Silveira, em Portalegre, na casa funcionava uma pensão, onde se hospedou.
Data dos finais do século XVII e terá sido um anexo do convento de S. Brás, do qual ainda existem alguns vestígios, nomeadamente da capela. Também serviu como quartel-general aquando das guerras peninsulares e muito mais tarde pensão 21. 
José Régio alugou um humilde quarto e à medida que a necessidade de espaço aumentava com a ampliação constante da sua colecção, ia alugando as outras dependências da casa, até que se transformou em hóspede único.
Em 1965 vende a sua colecção à Câmara Municipal de Portalegre com a condição desta adquirir a casa, restaurar e transformar em Museu. Ficaria com o usufruto e só a sua morte este passaria para a Câmara. Tal não aconteceu, pois José Régio morre a 22 de Dezembro de 1969 e o Museu só veio a abrir a 23 de Maio de 1971.
Além deste espólio, a Casa-Museu possui um variado acervo literário dividido entre a própria casa, as reservas e o centro de estudos.
Este espólio resultou do gosto, de José Régio, pelas antiguidades pelo coleccionismo que segundo diz, nasceu-lhe cedo por influência do seu avô. Mas foi no Alentejo que se ampliou e desenvolveu. A região era fértil e rapidamente se espalhou que havia um professor de Liceu que gostava e comprava coisas velhas. Começou por ser um passatempo, uma mania, mas depressa se transforma numa actividade regular, num vício.
Compra, vende e troca. Tinha épocas. A dos pratos: os "ratinhos" - uma faiança popular de Coimbra, trazida por migrantes que vinham ceifar ao Alentejo e no final das fegas os trocavam por roupas e tecidos, os de Estremoz, de Miragaia, de Fervença...
Os estanhos, os cobres, e na cozinha os ferros forjados e outras curiosidades do artesanato alentejano - marcadores de pão e bolos, as pintadeiras, dedeiras ou canudos e os trabalhos em chifre como as cornas e os polvorinhos.
E não podemos deixar de referir a colecção de arte sacra. Os Cristos, a sua grande colecção, nas mais diversas apresentações e representações são, essencialmente, em madeira e de arte popular. Feitos por quem tinha um certo jeito, faziam parte do enxoval das noivas, em tempos idos no Alentejo!

Contactos:
Rua José Réglo, Boavista-Portalegre
Telefone: 245 307 535

Horário: de 3ª Feira a Domingo
09.30 às 12.30 horas
14.00 às 18.00 horas

José Régio, Poeta e Escritor - Guia do Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Escritor português, natural de Vila do Conde, onde viveu até completar o quinto ano do liceu, após o que continuou a estudar no Porto. José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, publicou, em Vila do Conde, nos jornais O Democrático e República, os seus primeiros versos. Aos 18 anos, foi para Coimbra, onde se licenciou em Filologia Românica (1925), com a tese «As Correntes e As Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa». Esta foi pouco apreciada, sobretudo pela valorização que nela fazia de dois poetas então quase desconhecidos, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa. Esta tese, refundida, veio a ser publicada com o título Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa (1941). 
Com Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões fundou, em 1927, a revista Presença (cujo primeiro número saiu a 10 de Março, vindo a publicar-se, embora sem regularidade, durante treze anos), que marcou o segundo modernismo português e de que Régio foi o principal impulsionador e ideólogo. Para além da sua colaboração assídua nesta revista, deixou também textos dispersos por publicações como a Seara Nova, Ler, O Comércio do Porto e o Diário de Notícias. No mesmo ano iniciou a sua vida profissional como professor de liceu, primeiro no Porto (apenas alguns meses) e, a partir de 1928, em Portalegre, onde permaneceu mais de trinta anos. Só em 1967 regressou a Vila do Conde, onde morreu dois anos mais tarde. 
Participou activamente na vida pública, fazendo parte da comissão concelhia de Vila do Conde do Movimento de Unidade Democrática (MUD), apoiando o general Nórton de Matos na sua candidatura à Presidência da República e, mais tarde, a candidatura do general Humberto Delgado. Integrou ainda a Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD), nas eleições de 1969. 
Como escritor, José Régio dedicou-se ao romance, ao teatro, à poesia e ao ensaio. Centrais, na sua obra, são as problemáticas do conflito entre Deus e o Homem, o indivíduo e a sociedade, numa análise crítica das relações humanas e da solidão, do dilaceramento interior perante a relação entre o espírito e a carne e a ânsia humana do absoluto. Levando a cabo uma auto-análise e uma introspecção constantes, a sua obra é fortemente marcada pelo tom psicologista e, simultaneamente, por um misticismo inquieto que se revela em motivos como o angelismo ou a redenção no sofrimento. A sua poesia, de grande tensão lírica e dramática, apresenta-se frequentemente como uma espécie de diálogo entre níveis diferentes da consciência. A mesma intensidade psicológica, aliada a um sentido de crítica social, tem lugar na ficção. Como ensaísta, dedicou-se ao estudo de autores como Camões, Raul Brandão e Florbela Espanca. Na revista Presença, assinou um editorial («Literatura Viva») que constituiu uma espécie de manifesto dos autores ligados a este órgão do segundo modernismo português, defendendo a necessidade de uma arte viva, e não livresca, que reflectisse a profundidade e a originalidade virgens dos seus autores.


Toada de Portalegre (excerto):

Em Portalegre, cidade 
Do Alto Alentejo, cercada 
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros 
Morei numa casa velha, 
À qual quis como se fora 
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros 
Das casas que têm história, 
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória 
De antigas gentes e traças, 
Cheia de sol nas vidraças 
E de escuro nos recantos, 
Cheia de medo e sossego, 
De silêncios e de espantos, 
- Quis-lhe bem como se fora 
Tão feita ao gosto de outrora 
Como as do meu aconchego.