Tesourinhos dos Compadres
Desta vez são lançados dois vídeos no blog (dos quais um pode ser visualizado aqui no Facebook), encontrados na YouTube, filmados numa típica tasca alentejana na bonita vila de Cuba.
Cuba é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e subregião do Baixo Alentejo, com cerca de 3 100 habitantes, tendo sido elevada à categoria de vila por Dona Maria I, Rainha de Portugal, por alvará de 18 de Dezembro de 1782. É sede de um município com 171,32 km² de área e 4728 habitantes (2006), subdividido em quatro freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Portel, a leste pela Vidigueira, a sul por Beja e a oeste por Ferreira do Alentejo e pelo Alvito.
Festa do Castanheiro - Feira da Castanha - Compreender e conhecer as tradições da nossa região
Neste grande evento, apelidado como o mais autêntico e genuíno do País, a Vila de Marvão torna-se uma grande mostra de produtos locais e regionais com mais de 80 postos de artesanato ao vivo, tenda dos produtores locais onde se poderão encontrar vários produtos hortícolas e frutícolas, áreas de venda de enchidos, queijos, licores, compotas, doces caseiros, área de restauração e quatro magustos colocados em sítios estratégicos da Vila com excelente castanha assada e vinho da Região. O certame conta ainda com centenas de artistas de animação nas ruas, espectáculos de palco e um novo programa nocturno: a Castanha Night Party, que decorrerá durante as noites de sexta e sábado.
Do programa consta ainda o já habitual Concurso de Doçaria com Castanha, que se realiza na Câmara Velha, Casa da Cultura, e a realização de um seminário sobre a Castanha de Marvão.
Paralelamente à XXVII Festa do Castanheiro – Feira da Castanha decorrerá a Quinzena Gastronómica da Castanha, entre 06 e 22 de Novembro em vários restaurantes do Concelho de Marvão, onde o visitante poderá saborear e degustar as melhores receitas feitas à base de castanha. Na edição deste ano realça-se ainda a parceria com o Ayuntamiento de Cabeza La Vaca (Badajoz), o qual organiza a sua V Feira da Castanha entre 29 e 31 de Outubro.
Estas e outras informações em:
www.blog.pormenores.pt
www.facebook.com/revistapormenores
Almaplana - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
“Almaplana” será sempre um registo clássico, mas será também um olhar diferente sobre o fado, o cante, o tradicional português e não só. É por aqui que o trio eborense explana toda a sua arte; e explana-a recorrendo tanto ao universo mais tradicional como ao universo mais roqueiro - o “Circo de Feras” é mesmo o dos Xutos & Pontapés. E recorrem tanto ao tradicional português, como aconteceu com o alentejano “Rouxinol Repenica o Cante”, como ao tradicional de outros meridianos, neste com a repisada “Misirlou” grega. São 10 temas; cinco originais e cinco versões.
No fim de “Almaplana”, fica uma abordagem musical sentida, que parece funcionar sempre muito melhor nos originais do que nas versões. Após repetidas audições, prefiro sempre temas como “Amar como Voar”, “Astrolábios”, “Canção de Isabel” - com voz de Rita Vargas - ou “Escrito no Vento”. Sempre.
Almaplana: “entre o tradicional e o contemporâneo numa belíssima fusão…de bom gosto“.
Actuação na Festa da Cerveja - 14 de Outubro no Mercado Municipal de Portalegre
Jantar de Natal do Grupo Académico Serenatas de Portalegre 2010
Como já vai sendo tradição por parte do Grupo Académico Serenatas de Portalegre realizar-se-a este ano uma vez mais, o Jantar de Natal do Grupo que conta com a presença dos actuais elementos, assim como dos elementos que por este já passaram e lhe deram (e continuam a dar) um pouco do seu cunho pessoal. Esperamos, desta forma, receber o maior número de confirmações por parte dos antigos elementos do Grupo Académico Serenatas de Portalegre, para este jantar de convívio e amizade, entre todos, onde reinará o espírito académico e o bom ambiente vivido durante os 15 anos de existência do Grupo.
Vídeo da actuação na Semana do Caloiro ESEP 2010/2011 - 27 de Setembro
O Grupo Académico Serenatas de Portalegre deseja a todos(as) os caloiros(as) as boas vindas à Academia Portalegrense e que os próximos anos de estadia na cidade de Portalegre sejam anos felizes repletos de amizade, companheirismo, sucesso académico e muito espírito académico.
Que esta semana de Recepção ao Caloiro seja apenas a primeira de muitas semanas animadas e divertidas da vossa estadia na cidade de Portalegre.
Praxe Académica, ou simplesmente Praxe, consiste no conjunto de tradições, usos e costumes de uma comunidade académica portuguesa.
A praxe académica é um conjunto amplo de tradições, usos e costumes que se praticam e repetem ao longo dos anos no foro universitário, e cuja Alma Mater é Coimbra. Fortemente ligada ao conceito de praxe académica, está a tradição de integrar os caloiros na sua nova escola e nos próprios costumes, pelo que a praxe tem também um ritual iniciático fortemente hierarquizado. Esta ligação é forte de tal modo que por muitas vezes se confunde o conceito de praxe, que é o conjunto de todas as tradições e rituais com o de "gozo ao caloiro". Actualmente, as actividades de recepção ao Caloiro tem sofrido forte contestação e gerado enorme polémica, chegando a haver o instaurar de diversos processos-crime, em razão de práticas que, afinal de contas, nada têm a ver com os ritos iniciáticos da praxis académica.
Associado à praxe académica, está o mote Dura Praxis, Sed Praxis - a praxe é dura, mas é praxe! - baseada no mote latino Dura Lex, Sed Lex .
Serenata de Recepção ao Caloiro 2010/2011 - E.S.E. Portalegre
Esta irá ser a primeira actuação do Grupo Académico Serenatas de Portalegre no presente ano lectivo.
O Grupo Académico Serenatas de Portalegre deseja a todos os caloiros(as) as boas vindas à Academia Portalegrense e muito sucesso na sua vida académica.
Solicita-se a todos os presentes que pela tradição de serenata, não hajam aplausos durante a actuação, apenas no início e no final.
"Serenatas nunca se pedem, merecem-se...
Nunca se esquecem, ficam sempre guardadas na memória...
Nunca são feitas para um público, normalmente devem-se a sentimentos...
Uma estranha forma de viver a música, mas que cativa tudo e todos..."
Novo ano lectivo, novos caloiros - Gostavas de fazer parte deste grupo? Então junta-te a nós...
Gostas de música? Gostas de cantar? Sabes tocar algum instrumento ou gostavas de aprender?
Então junta-te a nós...
Férias de Verão, tempo de lazer, tempo de leitura - Revista Pormenores
A revista pormenores é a grande sugestão de leitura para as férias de verão.
Pormenores, aposta numa publicação com conteúdos jornalísticos rigorosos, uma imagem gráfica cuidada e uma qualidade fotográfica elevada.
Esta revista conta com especialistas das mais variadas áreas o que lhe permite ambicionar a oferta de uma publicação de referência.
Pormenores é uma revista bimestral com artigos de fundo, maioritariamente grande reportagem de interesse cultural, social, económico, ambiental entre outros.
A revista Pormenores leva a região aos que nela vivem, no entanto acredita que o Alentejo é merecedor de um interesse mais alargado, seja através dos muitos alentejanos espalhados pelo país, seja por uma ligação meramente sentimental que vem ganhando força.
António Zambujo - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.
Com o curso de clarinete na bagagem, ruma a Lisboa, onde Mário Pacheco, intérprete e compositor de guitarra portuguesa lhe abre a porta do conhecido Clube do Fado, no bairro de Alfama, onde passou a tocar.
Contactos:
Rua Possidónio da Silva, 104- 3ºFrente
210 199 752
antonio@antoniozambujo.com
www.antoniozambujo.com
Olaria - Compreender e conhecer as tradições da nossa região
O barro possui um certo número de propriedades características, a mais importante das quais é a plasticidade que lhe é comunicada pela água com a qual é misturado. Em segundo lugar, a coesão e o endurecimento provocado pela secagem. Finalmente, a perda de plasticidade obtida através da cozedura.
Estas propriedades terão sido acidentalmente descobertas pelo homem primitivo, o qual começou a manufacturar peças de olaria, visando a obtenção de recipientes para o transporte de água e a cozedura de alimentos.
O Alto Alentejo tem inúmeros centros oleiros dos quais os mais importantes são: Redondo, S. Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz, Estremoz, Flor da Rosa, Nisa e Portalegre.
Por aqui viveram durante largas centenas de anos, romanos, visigodos e árabes, que nos legaram valores de que ainda hoje nos servimos, como é o caso das peças de olaria, que reproduzem fielmente peças mais antigas, as quais são na sua maioria de origem romana (talha, infusa, cangirão, tina, copo, etc.), grega (cântara, bilha, panela, etc.), árabe (alguidar, alcatruz, fogareiro, etc.). Já o cantil é originário da Ásia Menor e o moringue da América.
Mais informação em:
http://www.hernanimatos.com
Tesourinhos dos Compadres
Contactos:
www.myspace.com/campanicos
campanicos@gmail.com
Boleima - Conhecer a doçaria tradicional da nossa região
A arte do ferro fundido - Conhecer a nossa região
De facto, relativamente às peças encontradas nesta região, Luís Keil considera que:
“ (…) que se podem colocar no período mais antigo, que contudo não irá além dos meados do século XV, alguns exemplares, como a grade da sacristiada igreja do Convento de Avis, (…) Esse tipo, repete-se com variantes, nalgumas grades de Castelo de Vide, (...) KEIL, Luís – Inventário Artístico de Portalegre, Academia Nacional de Belas Artes, Lisboa, 1943, p. LIII
Na verdade, no foral dado à vila de Castelo de Vide por D. Manuel I, em 1512, faz-se referência ao ferro e formas de o trabalhar, o que evidenciava a importância que atribuía à arte de trabalhar do ferro.
No reinado de D. Sebastião, a 15 de Novembro de 1558, foi concedido ao bispo de Portalegre, D. Julião de Alva, uma carta de privilégios para exploração das ferrarias que se encontrassem em Castelo de Vide, Marvão, Nisa, Portalegre e Alegrete, derivado da necessidade de ferro que se sentia no reino.
Por outro lado, a maioria das obras desta região concentram-se nas décadas de seiscentos, o que levou o mesmo autor a considerar que “ (…) e sobretudo no século XVIII que mais se deve ter trabalhado na arte de forjar, tecer e recortar o ferro (…)
Das obras de ferro que se salientam na região podemos destacar o fogareiro do Museu de Elvas (séc. XV), as grades do altar-mor da Igreja de Nossa Senhora da Estrela e de Stª Maria de Marvão, as grades do coro do Convento de Stª Clara de Portalegre (séc. XVI), a grade da capela de S. Pedro, da Se de Portalegre, as grades das varandas do Palácio Amarelo, na mesma cidade (séc. XVII) e as grades das sacadas do edifício do “Trem”, em Elvas (1714).
A Casa Museu José Régio contém no seu espolio um grande número de utensílios domésticos como espetos, descansos ou apoios de espetos, descansos de ferros de brunir a roupa, candeias, batentes zoomórficos, etc.
Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
Desta vez apresenta o Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel.
O Grupo foi fundado em Janeiro de 1926, é composto por cerca de 25 elementos e tem participado em concursos onde tem obtido várias classificações honrosas. Constituído por operários mineiros tem um longo historial de apresentações quer em Portugal quer no estrangeiro. Possui várias actuações na televisão.
A sua característica mais marcante é o seu traje que é composto pelo fato-macaco de cotim azul, capacete e lanterna. Possuem dois registos em disco e duas cassetes audio gravadas. O seu LP, de 1975, teve a direcção musical de Luís Cília e no mesmo o Grupo interpretou "Avante" de autoria de Luís Cília.
O Grupo Académico Serenatas de Portalegre tem como tradição nas suas actuações interpretar como música da saída o Hino dos mineiros.
Contactos:
Grupo Coral do Sindicato dos Mineiros
Instituição: Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira
Largo do Mineiro, nº 15 - 7600 ALJUSTREL
284 602 166 / 917 542 732
Traje da Ceifeira - Compreender e conhecer as tradições da nossa região
Roupa do Campo – composta por botas altas, meias grossas pretas, saias dos calções (é uma saia de riscado muito franzida, apanhando- -se esta depois, aos joelhos com uns cordões que se chamam “orelos” e entre as pernas prega-se com alfinetes de dama), uma blusa velhas, um chapéu preto chamado “aguadeiro” no Inverno, no Verão chapéus de palha, um lenço com riscas pretas e brancas. É o fato de trabalho.
Roupa de Portas – composta por uma saia feita de um tecido chamado “gorgorina” franzido ou não, uma blusa do mesmo tecido, ou de fazenda no Inverno. A blusa de Verão tem um folho quadrado, o avental era bordado à máquina, ou com folho por baixo, o lenço azul-escuro de seda. É o fato que as ceifeiras vestiam depois do trabalho nos campos.Utensílios:
Canudos - São feitos de cana de bambu (de foguete) e eram de muita utilidade, pois serviam para colocar nos dedos das mãos quando se utilizava a foice evitando-se assim os cortes nos dedos.
Cocho - É feito de cortiça e serve, como copo, para beber água. Normalmente era utilizado quando se andava nos trabalhos do campo.
Foice - É um objecto de aço de lâmina curva, denteada e com cabo de madeira e que serve para cortar (ceifar) erva para dar de comer ao gado e para trabalhar nas grandes cearas do Alentejo.
Bolota - Conhecer a nossa região
Os porcos criados na região de Portugal onde existem sobreiros e azinheiras alimentam-se dessas bolotas que dão à sua carne um sabor especial. Esses porcos, de tamanho pequeno e patas de cor escura, são utilizados para fazer um presunto muito apreciado em todo o mundo, uma verdadeira iguaria.
Os lusitanos e outros povos prerromanos da Península Ibérica obtinham farinha das bolotas com que faziam pão, e actualmente as bolotas também são usadas em algumas preparações culinárias típicas de Portugal.
Casamento de um elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre
Realizou-se no passado dia 10 de Abril de 2010 nas proximidades da cidade de Lisboa, o casamento do um antigo elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre, Hélio Mateus.Como não poderia deixar de ser, o Grupo Académico Serenatas de Portalegre esteve presente à saída da igreja para presentear os noivos com algumas serenatas.Desejamos aos noivos votos sinceros das maiores felicidades.
Catarina Eufémia - Conhecer a nossa região
Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada.A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo.O Alentejo, à época, era uma região de latifúndios e de emprego sazonal, onde as condições de vida dos camponeses sem-terras e assalariados eram extremamente difíceis. Esta situação sócio-económica e laboral penosa e dura agitou as massas camponesas da região a partir de meados da década de 1940, vindo-se a agudizar-se nas duas décadas seguintes, gerando-se um permanente clima de agitação social no campesinato. Eram inúmeros tumultos e mais frequentes ainda as greves rurais, que acabavam sempre com a intervenção da GNR e eram devidamente vigiadas pela PIDE, em busca então de infiltrados e agitadores comunistas.
No dia 19 de Maio de 1954, em plena época da ceifa do trigo, Catarina e mais treze outras ceifeiras foram reclamar com o feitor da propriedade onde trabalhavam para obter um aumento de dois escudos pela jorna. Os homens da ceifa foram, em princípio, contrários à constituição do grupo das peticionárias, mas acabaram por não hostilizar a acção destas. As catorze mulheres foram suficientes para atemorizar o feitor que foi a Beja chamar o proprietário e a guarda.Na imprensa da época:
Anteontem, numa questão entre trabalhadores rurais, ocorrida numa propriedade agrícola próximo de Baleizão, e para a qual foi pedida a intervenção da G.N.R. de Beja, foi atingida a tiro Catarina Efigénia Sabino, de 28 anos, casada com António do Carmo, cantoneiro em Quintos. Conduzida ao hospital de Beja, chegou ali já cadáver. A morte foi provocada pela pistola-metralhadora do sr. Tenente Carrajola, que comandava a força da G.N.R. No momento em que foi atingida, a infeliz mulher tinha ao colo um filhinho, que ficou ferido, em resultado da queda. A Catarina Efigénia tinha mais dois filhos de tenra idade e estava em vésperas de ser novamente mãe. O funeral realizou-se ontem, saindo do hospital de Beja para o cemitério de Quintos. Centenas de pessoas vieram de Baleizão para acompanharem o préstito, verificando-se impressionantes cenas de dor e de desespero. Segundo nos consta, o oficial causador da tragédia foi mandado apresentar em Évora.
— Diário do Alentejo, 21 de Maio de 1954
Catarina fora escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações. A uma pergunta do tenente da guarda, Catarina terá respondido que só queriam "trabalho e pão". Como resposta teve uma bofetada que a enviou ao chão. Ao levantar-se, terá dito: "Já agora mate-me." O tenente da guarda disparou três balas que lhe estilhaçaram as vértebras. Catarina não terá morrido instantaneamente, mas poucos minutos depois nos braços do seu próprio patrão (entretanto chegado), que a levantou da poça de sangue onde se encontrava, e terá dito: Oh senhor tenente, então já matou uma mulher, o que é que está a fazer?. O patrão, Francisco Nunes, que é geralmente descrito como uma pessoa acessível, foi caracterizado por Manuel de Melo Garrido em "A morte de Catarina Eufémia —A grande dúvida de um grande drama" como "o jovem lavrador da região que menos discutia os salários a atribuir aos rurais e que, nas épocas de desemprego, os ajudava com larga generosidade". O menino de colo, que Catarina tinha nos braços ficou ferido na queda. Uma outra camponesa teria ficado ferida também.
De acordo com a autópsia, Catarina foi atingida por "três balas, à queima-roupa, pelas costas, actuando da esquerda para a direita, de baixo para cima e ligeiramente de trás para a frente, com o cano da arma encostada ao corpo da vítima. O agressor deveria estar atrás e à esquerda em relação à vítima". Ainda segundo o relatório da autópsia, Catarina Eufémia era "de estatura mediana (1,65 m), de cor branco-marmórea, de cabelos pretos, olhos castanhos, de sistema muscular pouco desenvolvido".
Após a autópsia, temendo a reacção da população, as autoridades resolveram realizar o funeral às escondidas, antecipando-o de uma hora em relação àquela que tinham feito constar. Quando se preparavam para iniciar a sua saída às escondidas, o povo correu para o caixão com gritos de protesto, e as forças policiais reprimiram violentamente a populaça, espancando não só os familiares da falecida, outros rurais de Baleizão, como gente simples de Beja que pretendia associar-se ao funeral. O caixão acabou por ser levado à pressa, sob escolta da polícia, não para o cemitério de Baleizão, mas para Quintos (a terra do seu marido cantoneiro António Joaquim do Carmo, o Carmona, como lhe chamavam) a cerca de dez quilómetros de Baleizão. Vinte anos depois, em 1974, os seus restos mortais foram finalmente transladados para Baleizão.
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964.
Monumental Serenata da Semana Académica de Castelo Branco 09/10
Registo fotográfico da actuação na Semana Académica de Castelo Branco 09/10 no passado dia 19 de Abril de 2010
Grupo Coral Campos do Alentejo - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
O Grupo Coral e Instrumental "Campos do Alentejo", inserido na Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito, tem como objectivo a criação, preservação e divulgação da música do Alentejo. Foi fundado em 1983, interrompendo a sua actividade em 1990, sendo nesta primeira fase constituído por 14 elementos de ambos os sexos. Em 1994, é o ano que marca o reaparecimento do grupo com uma formação de 12 elementos masculinos, praticamente a mesma que mantêm até à actualidade. O Grupo Campos do Alentejo actualmente é formado por 13 elementos, todos eles do concelho de Alvito. O Grupo além de ter feito seis gravações tem mantido sempre uma boa aceitação por parte do público. Tem mantido sempre nos seus trabalhos modas características da região, que todo o povo alentejano bem conhece. Em todos os trabalhos que o grupo já gravou encontram-se letras e músicas originais, sempre fazendo referência ao nosso Alentejo.
Trabalhos editados: de 1983 a 1990 “Pombinha”; “Vila Branca”; “Alvito”. De 1994 a 2006 “Horizontes”; “Memórias”; “Todo o Alentejo”.
Contactos:
966 865 437 ; 966 710 011 ; 284485164
Avenida dos Bombeiros Voluntários
7920 Alvito
1º Aniversário do Serenatas em Portalegre
Fundado no dia dia 4 de Maio de 2009, data da Serenata da Semana Académica de Portalegre 2008/2009, o Blog celebra hoje o seu primeiro aniversário. Desde já o nosso muito obrigado aos mais de 12500 visitantes neste primeiro ano de existência. O blog Serenatas em Portalegre tem na sua existência a divulgação do nome do Grupo Académico Serenatas de Portalegre que conta com 15 anos de existência. Para além disso pretende divulgar e dar a conhecer o Intituto Politécnico de Portalegre, Portalegre - Cidade do Alto Alentejo e histórias e tradições académicas e regionais.
Actuação na Semana Académica de Portalegre 09/10
Aproxima-se mais uma Semana Académica de Portalegre.Dia 3 MAio com a Monumental Serenata da Semana Académica de Portalegre ao som do Grupo Académico Serenatas de Portalegre pelas 24 horas como manda a tradição junto à emblemática Sé de Portalegre.
Desejamos desde já os parabéns a todos os finalistas e as boas vindas ao "caloiros" que o irão deixar de ser nesta noite que se espera anima, com muito espírito académico e que seja o início de mais uma semana fantástica e inesquécivel.
Pedimos desde já a todos que pela tradição de uma serenata se mantenha o silêncio durante a actuação do Grupo Académico Serenatas de Portalegre e caso desejem aplaudir o grupo, que o façam apenas no final da actuação.
1º Encontro Académico do Centro Popular de Trabalhadores de São Cristovão - Portalegre
No próximo dia 16 de Abril de 2010 irá decorrer o I Encontro Académico do Centro Popular de Trabalhadores de São Cristóvão, Portalegre.
Com inicio marcado para as 21h30m, este 1º Encontro contará com a presença do Grupo Académico Serenatas de Portalegre e de 5 tunas. Para a organização, o Grupo Académico Serenatas de Portalegre deseja as maiores felicidades e que este seja o primeiro Encontro de muitos. Que seja acima de tudo uma boa noite académica com as tunas e grupo locais e que todos os presentes se divirtam.
Actuação na Semana Académica de Castelo Branco 09/10
Pelo segundo ano consecutivo o Grupo Académico Serenatas de Portalegre irá marcar presença na Noite de Serenatas da Semana Académica de Castelo Branco.Dia 19 de Abril de 2010, à hora do costume, na escadaria da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Uma vez mais os nossos agradecimentos à FACAB pelo convite e pela forma como o Grupo foi recebido e tratado anteriormente.
Rafeiro do Alentejo - Conhecer a nossa região
O Rafeiro do Alentejo é uma raça antiga presente na região alentejana desde tempos imemoráveis. Como a maioria dos molossos europeus, acredita-se que tenha descendido dos cães corpulentos do Tibete. Estes molossos ter-se-ão espalhado pela Ásia e depois difundidos pelos Romanos aquando das suas conquistas.As características destes cães foram mudando ao longo de séculos. Os romanos utilizavam-nos como cães de guerra e os ingleses chegaram a usá-los para tracção, uma espécie de cavalo dos pobres. Os molossos na Península Ibérica foram apurados para se tornarem cães de pastoreio. A sua tarefa era proteger os rebanhos de predadores, como o lobo, mas também de ladrões.
Com a transumância, a migração periódica de rebanhos, cães fortes e protectores eram cada vez mais necessários. Durante a época quente, os rebanhos eram levados das planícies para as montanhas e durante o inverno, o percurso era o contrário. Em Portugal, os rebanhos chegavam a ser levados desde o Alentejo até ao Douro e vice-versa.
Com o fim destas migrações, o Rafeiro do Alentejo acabou por se fixar nas planícies alentejanas, tornando-se num óptimo cão de guarda de rebanhos, mas também de herdades.
Entre as raças que poderão ter influenciado o Rafeiro do Alentejo mais recentemente, pensa-se que estará o Cão da Serra da Estrela ou até mesmo o Mastim Espanhol.
Acredita-se que o Rafeiro do Alentejo tenha sido difundida durante a época dos descobrimentos, sobretudo pelos pescadores que visitavam regularmente a Terra Nova. É com base nesta teoria que se defende que o Rafeiro do Alentejo seja um dos antepassados do Cão da Terra Nova, o Newfoundland.
Sabe-se que o nome “Rafeiro do Alentejo” é utilizado desde o fim do século XIX. A designação vem provavelmente da concepção que a população fazia do cão: um cão rafeiro que era comum na região.
Apesar da antiguidade desta linha, o Rafeiro do Alentejo teve de esperar até meados do século XX para se ver livre da classificação de rafeiro. Ironicamente, o nome escolhido para a raça acabou por ser o nome colocado pela população. Em 1940, foi realizado um censo por dois cinófilos, António Cabral e Filipe Romeiras, para tentar determinar o número de Rafeiros do Alentejo existiam na região. Este foi o ponto de partida para a realização do estalão e o reconhcimento da raça pelo FCI que veio em 1967.
Contudo o reconhecimento da raça não proporcionou a popularidade que se esperava para o Rafeiro do Alentejo. O número de exemplares chegou mesmo a diminuir nas décadas seguintes. O êxodo rural e a desertificação do interior não ajudaram esta raça rústica que no início da década de 80 via os seus exemplares reduzidos ao mínimo desde que começou a ser contabilizado o número de cães desta raça.
Hoje em dia o Rafeiro do Alentejo é um cão popular em Portugal, com registos anuais entre 200 e 500 exemplares, conforme os anos.
Mário Moita e Os Trovadores do Sul - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
A nova rubrica Vozes D'além Tejo - sons, acordes, melodias e grupos que transportam o Alentejo na voz e na música está de volta.
Desta vez apresenta Mário Moita e Os Trovadores do Sul que como o próprio nome indica é composto pelo pianista Mário Moita e três antigos elementos da tuna Seistetos, da Universidade de Évora.
Mário Moita nasceu em 1971. Estudou Piano na Academia de Música Eborence (1981-87) e licenciou-se em Engenharia na Universidade de Évora em 1997. Apelidado com Embaixador musical pelo presidente da Câmara de sua cidade, começou a cantar fado aos 7 anos, dai desde muito novo adquiriu um gosto e um interesse particular por esse tipo de musica. Para alem disso o facto de ter vivido em Reguengos de Monsaraz (terra do compositor Dr Alberto Janes, o qual escreveu imensos fados para a Amália Rodrigues), proporcionou-lhe a convivência com o pianista Fortunato Murteira que tocava fado ao piano nas décadas de 40, 50 e 60 e que lhe deixou um valor incalculável em partituras da época. Recria uma tradição datada de 1870 quando o fado subiu aos salões para deleite da fidalguia (*), misturando raízes Alentejanas e técnica de canto lírico. O resultado é uma sonoridade romântica de fado ao piano com uma voz melodiosa trabalhada por um reportório lírico. Nos últimos anos tem desenvolvido a sua carreira fora de Portugal, levando o Fado e a cultura portuguesa a zonas do globo onde normalmente não se faz sentir a cultura Portuguesa. Em Abril de 2007 lançou no Museu do fado e da Guitarra Portuguesa o único CD/Livro existente em Portugal sobre a historia do fado ao piano.
Contactos:
www.mariodimoita.com
www.myspace.com/mariomoita
infomariomoita@gmail.com
Fica o registo da música "Vila de Frades" entoada por Mário Moita e Os Trovadores do Sul.
Trajo da Côca - Compreender e conhecer as tradições da nossa região
O trajo da Côca de Portalegre, trata-se de um trajo de mulher, todo de cor preta, que no início do século XIX era utilizado no dia do casamento, no início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos/proibidos. Este trajo deixou de se ver na cidade de Portalegre por volta dos anos 30 do século XX.Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.O trajo é composto por:
Manto: colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste (até à cintura para as mulheres abastadas e pela anca para
as mulheres da classe média) sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda (espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.Meias: pretas ou cinza feitas à mão de cordãozinho. Sapatos: pretos, tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.Nota: a roupa interior usada era semelhante à das outras mulheres variando apenas a qualidade do plano utilizado na sua confecção, em vez de pano cru era utilizado pano branco (conhecido por "casquinha de ovo" mais fino do que o pano cru ou linho.
Posto de Correios - Conhecer a nossa cidade
No período pré-adesivo apenas se conhece a marca que apresentamos na figura seguinte que retrata uma "Carta expedida de Portalegre para Lisboa, a 5 de Julho de 1845. Marca pré-adesiva PORTALEGRE, batida a preto e porte manuscrito de 30 réis. " e que transitou para o período adesivo
Em 1 de Julho de 1853, início do período adesivo, da 1ª Reforma Postal e do uso dos selos, passou a ser uma Direcção de Correio da Administração Central de Estremoz, usando os carimbos da figura seguinte.

Tinha como delegações de correio as povoações de Alegrete, Castelo de Vide e Marvão, as quais manteve durante a 2ª Reforma Postal.
Na 2ª Reforma Postal, em 1869 passou a ser uma Direcção de Correio da Administração Central de Santarém, porque a Administração Central de Estremoz foi extinta.
Na 3ª Reforma Postal, em 1880 era uma estação de 2ª classe provida de telégrafo, usando a marca nominativa da seguinte.
Permutava malas com a Repartição Postal Ambulante do Leste. Nesta Reforma tinha sob sua jurisdição apenas a estação de Alegrete, classificada como de 5ª classe.
Cidade Romana de Ammaia - Conhecer a nossa região
Monumento Nacional desde 1949, a cidade romana de Ammaia terá sido fundada poucos anos após a chegada dos romanos à Península Ibérica. Situada na área da freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão Se durante muitos séculos o nome da cidade foi confundido, em 1935 José Leite de Vasconcelos a partir da descoberta de uma nova inscrição, confirma que a velha urbe que se localizava nos férteis campos das margens do Rio Sever, se chamava Ammaia.Julgou-se até 1935 que essa cidade teria existido no local onde se viria a desenvolver Portalegre. Essa confusão ficou a dever-se a uma inscrição romana identificada numa parede da ermida do Espírito Santo daquela cidade na qual se referia o município de Ammaia. Contudo, sabe-se hoje que muita pedra aparelhada com que foram construídos alguns dos principais edifícios de Portalegre foi trazida das ruínas da Aramenha. Entre essas pedras encontrava-se a ara que agora se guarda no Museu de Portalegre e que motivou tanta confusão.Até que Leite de Vasconcelos identificou a nova inscrição entre as ruínas da Aramenha, estas eram consideradas como os restos de uma cidade denominada Medóbriga. A atribuição do nome Medóbriga ficou a dever-se sobretudo a André de Resende e à inscrição desse topónimo numa lápide que se encontra na Ponte Romana de Alcântara. Nessa lápide enumeram-se todos os povos e cidades que contribuíram para a construção da grande ponte que cruza o Rio Tejo. Pensa-se hoje que a Medóbriga, a que se refere a lápide de Alcântara, se situe nas imediações da vila de Meda, provavelmente, num local denominado Ranhados.Se da velha cidade de Ammaia, sobretudo a partir do século XVI, sairam muitas pedras com que se construiram palácios e igrejas em Portalegre, muitas também foram utilizadas na construção das muralhas de Marvão e de Castelo de Vide e em várias edificações particulares da Escusa, Porto da Espada, Portagem e S. Salvador. A pouco e pouco na velha e abandonada cidade de Ammaia apenas foram ficando, acima do solo, alguns muros construídos com pedra miúda e fragmentos de tijolos e telhas que não tinham interesse para as novas construções.Da grande cidade, nos princípios deste século, apenas restavam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De quando em quando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. E, gradualmente, na tradição popular começou a construir-se uma lenda. A velha cidade da Aramenha tinha sido engolida pela terra durante um grande terramoto. A cidade está intacta, mas muito funda, dizem alguns. As telhas que o arado ainda arranca fazem parte dos telhados dos palácios soterrados, afirmam outros. À lenda da cidade soterrada associa-se a dos tesouros que ainda aí se guardariam. A procura destes lendários tesouros tem contribuído, ainda mais, para que os poucos muros e alicerces ainda sobreviventes sejam esventrados, acabando por ruir.
Da velha Ammaia já hoje pouco resta acima do solo. Uma das portas da sua velha muralha foi transportada para Castelo de Vide em 1710 e posteriormente destruída. Dela ficaram apenas algumas cantarias almofadadas utilizadas actualmente como cais de descarga de viaturas nas imediações de Castelo de Vide.Das muitas estátuas que nesta cidade existiam, em Portugal apenas ficou uma. Guarda-se no quintal da Casa Museu José Régio em Portalegre. Num trabalho datado de 1852 o investigador espanhol D. José de Viu refere, que no seu tempo, mais de vinte belas estátuas de mármore recolhidas na Aramenha foram vendidas para Inglaterra.Nas últimas décadas foi possível começar a recolher algumas inscrições que se mostram hoje no Museu Municipal de Marvão. Sobretudo pelas mãos de António Maçãs e Leite de Vasconcelos foram carreados para o Actual Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa inúmeras peças recolhidas em Ammaia.
Com o início dos trabalhos arqueológicos em Ammaia, ( Outubro de 1994 ), começou a constatar-se que, sobretudo a zona baixa da cidade, se encontrava bem preservada sob uma uniforme camada de terras e calhaus rolados, transportados a grande velocidade provenientes das cotas mais elevadas. Começava-se, assim, a confirmar o que a memória popular tinha guardado - "a cidade foi engolida pela terra". Por causas ainda não determinadas verifica-se que entre os séculos V e o IX, da nossa era, a cidade de Ammaia, já em decadência, sofreu os efeitos de um qualquer cataclismo que ao soterrá-la a conservou, proporcionando que a uma profundidade média de 80 cm se possam identificar importantes estruturas arquitectónicas, como a grande praça pública lajeada que ladeia uma das portas da cidade. Na área do forum levanta-se o podium de um templo e por uma área superior a 17 hectares são visíveis testemunhos da cidade de Ammaia. Numa das encostas sobranceiras ao Rio Sever rasga-se o assento das bancadas de um recinto para espectáculos públicos.Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem, ainda não foram identificados.
Neste momento apenas uma ínfima parte da zona baixa da Cidade de Ammaia foi objecto de escavação e estudo, possibilitando, mesmo assim, recuperar um conjunto muito significativo de materiais arqueológicos e evidenciar estruturas habitacionais e públicas de grande importância.Descrita por autores clássicos como Plínio, pelos autores árabes, como Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, e pelos mais conhecidos escritores e historiadores desde o século XVI, de entre os quais se destacam André de Resende, Fr. Amador Arrais, Diogo Pereira de Sotto Mayor, Duarte Nunes de Leão e tantos outros, a cidade de Ammaia passa, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, concomitantemente com a emergência da Arqueologia científica, a ser tema de referência obrigatória em todos os estudos sobre a presença romana e árabe na Península Ibérica. Uma vasta bibliografia, confundindo, ou não, Ammaia com Medóbriga encontra-se hoje já disponível, testemunhando e justificando a importância do estudo das ruínas da velha cidade de Ammaia, fundada pelos romanos e posteriormente alvo das atenções, no século IX, do muladi Ibn Maruán.
A par do interesse pela investigação de uma das poucas cidades romanas que não se esconde sob construções de épocas posteriores, que por norma inviabilizam estudos alargados e sistemáticos, a maior parte da área ocupada pelas ruínas foi adquirida tendo em vista a sua escavação e recuperação.A Cidade Romana de Ammaia situada no coração do Parque Natural da Serra de S.Mamede, num dos recantos mais bucólicos e arborizados, a curta distância da Barragem da Apertadura e a meio caminho de Marvão e Castelo de Vide onde o património construído e natural é motivo privilegiado de visita, começa já hoje a ser constantemente procurada por especialistas e amantes da cultura.Esta e outras informações podem ser consultadas em:
www.cm-marvao.pt
Rádio Amália
Para além de poder escutar-se o cancioneiro do grupo poderá também contar agora com a musicalidade da Rádio Amália.Uma estação dedicada ao Fado, uma expressão musical que transmite um sentimento único, profundo e tão intensamente português. Muitos foram os poetas que o serviram e a ele se dedicaram, e muitos os que tão bem o souberam interpretar. Nomes maiores como: Carlos Ramos, Lucília do Carmo, Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Maria da Fé, Camané, Carlos do Carmo, Kátia Guerreiro, João Ferreira Rosa, Ana Moura, Carlos Zel ou Mariza, só para citar alguns. Eles foram e são os grandes embaixadores deste género musical, mas a maior de todas as estrelas tem um nome Amália Rodrigues.
A nova rádio surge na frequência 92.0 FM no dia em que se comemoram 10 anos após o seu desaparecimento. Esta é pois a justa homenagem àquela que Portugal nunca vai esquecer. A frequência 92.0 FM é uma porta sempre aberta onde o Fado mora. O ponto de encontro de grandes artistas que diariamente nas 24 horas do dia se cruzam nas ondas desta estação. Aqui convivem todos os géneros, todas as gerações. Aqui a voz dos grandes intérpretes, (que são parte da cultura e memória do nosso povo), tantas e tantas vezes esquecidos soa bem alto sempre que alguém os queira lembrar. A nova rádio tem raça. É fadista, boémia, bairrista, atrevida e namoradeira, faz do Fado a sua alma. Senhoras e senhores façam o favor de entrar porque aqui mora o FADO.
Rastolhice - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz
Sons, acordes, melodias e grupos que transportam o Alentejo na voz e na música.
Serão publicados post's com os mesmos periodicamente no nosso blog, esperemos que sejam do vosso agrado.
Primeiramente fora publicado no Facebook do serenatasemportalegre o vídeo de António Pinto Baste com a música "Se fores a Alentejo", hoje fica o aqui o registo da música "Não quero que vás à monda" entoada pelo Grupo Rastolhice.
O cante, a música e o humor são os ingredientes do grupo “Rastolhice”, que se dedica à recolha, adaptação e divulgação de música tradicional do Alentejo. António Caturra (tracanholas e voz), Pedro Mestre (viola campaniça e voz), Armando Torrão (viola baixo e voz) e João Cataluna (acordeão e voz) são os quatro elementos do projecto. Note-se que estes músicos já integraram projectos como “Adiafa”, “Modas ao Luar” e “Trigo Limpo”, contando pois com um vasto reportório.
Contactos:
Pedro Mestre - 969415729/286935050
João Cataluna - 962766339
Casamento de um elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre
Realiza-se dia 10 de Abril de 2010 nas proximidades da cidade de Lisboa, o casamento do um antigo elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre, Hélio Mateus.Como não poderia deixar de ser, o Grupo Académico Serenatas de Portalegre deseja desde já os votos sinceros de maiores felicidades aos noivos.
Casamento, casório ou matrimônio/matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher. Em alguns países (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia, Portugal), estados federados (o Massachusetts, o Connecticut, o Iowa, o Vermont e o Maine) e confissões religiosas (protestantes), é também plenamente reconhecido o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
Embora o casamento seja tipicamente entre duas pessoas, muitas sociedades admitem que o mesmo homem (ou, mais raramente, a mesma mulher) esteja casado com várias mulheres (ou homens, respectivamente). Embora muito raros, há algumas situações de sociedades em que mais que duas pessoas se casam umas com as outras num grupo coeso.
As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.
Um casamento é frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor etc.), por um oficial do registro civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se.
10.000 Visitas
O nosso blog atingiu o fantástico número de 10000 visitas desde o seu lançamento no mês de Maio de 2009. A todos os nossos amigos, apoiantes e visitantes o nosso muito obrigado!O blog serenatasemportalegre.blogspot.com fundado no dia 4 de Maio de
2009, data da Nobre Serenata da Semana Académica de Portalegre
2008/2009 tem na sua existência a divulgação do nome do Grupo Académico
Serenatas de Portalegre. Para além disso pretende divulgar e dar a
conhecer o Intituto Politécnico de Portalegre, Portalegre - Cidade do
Alto Alentejo e histórias e tradições académicas e regionais.
Super Bock Super Bock Super Blog Awards - Já abriram as votações
Vota já no blog www.serenatasemportalegre.blogspot.com
Toda a informação para poderes votar no nosso blog e demonstrar o teu apoio em:
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Praça do Corro, Praça do Príncipe Real ou Praça da República - Conhecer a nossa cidade
Actualmente denominada de Praça da República, esta era antes do ano de 1910 conhecida por Praça do Corro (denominação popular) ou então Praça do Príncipe Real.Nesta praça encontrava-se uma fonte monumental encimada com o brasão de armas da cidade, que foi construída no século XVI para comemorar a visita à cidade do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal). A fonte encontra-se hoje numa praça de Cascais. Em sua substituição foram implantados, por volta de 1894, dois marcos fontanários em granito da região.
Palácio Achaioli - Conhecer a nossa cidade
O palácio Achaioli (ou Achioli, ou mesmo Acchioli) situa-se na Praça do Corro, hoje Praça da República, em Portalegre, no mesmo local onde, segundo a tradição, ficava o edifício em que viveu D. Iria Gonçalves Pereira, mãe de D. Nuno Álvares Pereira.O palácio foi construído no século XVIII, por uma importante família de origem italiana, a família Acciaioli.
A família Achaioli chegou a Portalegre em meados do século XVIII, tendo João da Fonseca Achaioli Coutinho mandado construir o palácio e nele colocar o brasão da família, pois aqui viria a fixar a sua residência.
O projecto é da autoria de José Carlos Fonseca Achaioli Coutinho, irmão do proprietário. Em estilo barroco, de linhas geométricas, mantém as características da época. Possui dois andares, com uma fachada sóbria. O rés-do-chão abre para o exterior por janelas guarnecidas de cantaria. O primeiro andar ostenta sacadas embelezadas com gradeamento de ferro. Dois portões estabelecem a comunicação com o exterior.
É, porém, no interior que o edifício ostenta maior aparato. À entrada há dois corredores que dão acesso a um espaço aberto e que ladeiam uma ampla escadaria de granito trabalhado, decorada por painéis de azulejos. A iluminação da escadaria é feita por uma grande janela colocada ao cimo da mesma. A cúpula ao cimo das escadas está decorada com motivos naturalistas, florões e concheados, num trabalho de gesso pintado. No original predominava um azul forte como pano de fundo. Os restantes motivos ostentavam cores suaves de que sobressaíam os rosas, amarelos e verdes, que pretendiam simular a continuação, até ao infinito, da arquitectura real. Como fecho de todo o conjunto foi colocado um brasão de família, emoldurado num desenho de curvas e contracurvas, que, sobressaindo do conjunto, o fechavam e projectavam sobre a escadaria. Actualmente, esta pedra de armas encontra-se no Museu Municipal de Portalegre. Aos cantos foram desenhados e pintados quatro guerreiros, numa atitude de guardiães. A escadaria termina numa galeria que dá acesso ao Salão Nobre do edifício.
O interior do salão está decorado por painéis de azulejos azul cobalto com cenas campestres e paisagens, enquanto na escadaria a decoração é baseada em silhares de azulejos, cuja moldura policroma, formada de concheados ao gosto barroco, contorna os centros azuis figurados.
Quanto ao brasão que ainda hoje é visível na fachada, por cima da porta de entrada, entre duas janelas principais, foi colocado no palácio no mesmo ano dos azulejos, em 1780, por Santos Simão. É um escudo esquartelado dos Fonseca, Sousa de Arrouches, Achaioli e Zuzartes.
Diogo da Fonseca Achaioli foi o último proprietário do palácio, que foi entregue ao Governo em 31 de Dezembro de 1892.
Em 1887, foi instalado no palácio o Liceu Nacional de Portalegre. As salas do edifício foram adaptadas para salas de aula. Em 1895, os edifícios em redor do liceu foram arrendados e este passou a partilhar o seu espaço com a Sociedade Operária Portalegrense e a Repartição dos Correios e Telégrafos. Apesar das óptimas condições iniciais, em 1917, o edifício começou a entrar em estado de degradação, havendo necessidade de obras de reparação.
No início da década de 1920, começaram a escassear os espaços, havendo necessidade de ampliar as instalações. Começou, então, a ser considerado um liceu de prestígio. Foram feitas obras de conservação e ampliação das instalações, no decurso das quais foram feitos um ginásio e uma sala de Canto Coral.
Mesmo com as várias obras de ampliação e de construção, o liceu foi-se degradando constantemente, o que levou à necessidade de um novo liceu. A decisão de construir um novo edifício foi tomada em 1967 e as obras foram concluídas em 1975.
O palácio Achaioli albergou, desde 1976, diversas instituições e, posteriormente, a partir de 1986, a Escola Superior de Educação de Portalegre. No final dos anos 1980, o edifício sofreu importantes remodelações e tem sido, periodicamente, sujeito a obras de conservação e adaptação a novas necessidades.
Dia de convívio - Grupo Académico Serenatas de Portalegre
Amanhã dia 10 de Março de 2010, pelas 15h irá realizar-se mais um emocionante "derby" entre os elementos do Grupo Académico Serenatas de Portalegre.Ao fim do dia O Grupo Académico Serenatas de Portalegre irá reunir para um jantar de Grupo!
É esperada mais uma tarde emocionante de futebol e uma noite onde reinará certamente o espírito académico, a amizade e animação que une todo o grupo.
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.Desde então, a data também tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.
A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. [1]
Membros da Liga Internacional das Mulheres, 1922.
Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia).
Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.
1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

















