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Mário Moita e Os Trovadores do Sul - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz

A nova rubrica Vozes D'além Tejo - sons, acordes, melodias e grupos que transportam o Alentejo na voz e na música está de volta.
Desta vez apresenta Mário Moita e Os Trovadores do Sul que como o próprio nome indica é composto pelo pianista Mário Moita e três antigos elementos da tuna Seistetos, da Universidade de Évora.

Mário Moita nasceu em 1971. Estudou Piano na Academia de Música Eborence (1981-87) e licenciou-se em Engenharia na Universidade de Évora em 1997. Apelidado com Embaixador musical pelo presidente da Câmara de sua cidade, começou a cantar fado aos 7 anos, dai desde muito novo adquiriu um gosto e um interesse particular por esse tipo de musica. Para alem disso o facto de ter vivido em Reguengos de Monsaraz (terra do compositor Dr Alberto Janes, o qual escreveu imensos fados para a Amália Rodrigues), proporcionou-lhe a convivência com o pianista Fortunato Murteira que tocava fado ao piano nas décadas de 40, 50 e 60 e que lhe deixou um valor incalculável em partituras da época. Recria uma tradição datada de 1870 quando o fado subiu aos salões para deleite da fidalguia (*), misturando raízes Alentejanas e técnica de canto lírico. O resultado é uma sonoridade romântica de fado ao piano com uma voz melodiosa trabalhada por um reportório lírico. Nos últimos anos tem desenvolvido a sua carreira fora de Portugal, levando o Fado e a cultura portuguesa a zonas do globo onde normalmente não se faz sentir a cultura Portuguesa. Em Abril de 2007 lançou no Museu do fado e da Guitarra Portuguesa o único CD/Livro existente em Portugal sobre a historia do fado ao piano.

Contactos:
www.mariodimoita.com
www.myspace.com/mariomoita  
infomariomoita@gmail.com

Fica o registo da música "Vila de Frades" entoada por Mário Moita e Os Trovadores do Sul.

Trajo da Côca - Compreender e conhecer as tradições da nossa região

O trajo da Côca de Portalegre, trata-se de um trajo de mulher, todo de cor preta, que no início do século XIX era utilizado no dia do casamento, no início do século XX e com a introdução de cores claras nos trajos de casamento, a côca passou a ser fato de viúva, de se ir confessar na semana santa, de ir à missa, ou para efectuar visitas ou encontros clandestinos/proibidos. Este trajo deixou de se ver na cidade de Portalegre por volta dos anos 30 do século XX.Era confeccionado em tecido de algodão, em brocado de seda, e em merino de lã sedoso de acordo com as posses de cada pessoa e condição social.

O trajo é composto por:

Blusa: com franzido nos punhos e na cintura, finge uma blusa sob uma casaquinha com colarete, abotoa de lado ao pescoço,descendo depois ao meio do peito à cintura.Saia: franzida na cintura e comprida até aos pés.
Manto: colocado sobre a cabeça, tapando o corpo da mulher até à cintura ou até à anca de acordo com o nível social de quem o veste (até à cintura para as mulheres abastadas e pela anca para as mulheres da classe média) sendo na parte da frente pendurada, a cair sobre o rosto, uma renda (espessa de forma a que a pessoa não possa ser reconhecida.Meias: pretas ou cinza feitas à mão de cordãozinho. Sapatos: pretos, tipo chinelo com um botão de lado ou cordão atado no peito do pé, de fivela ou de atanado.Nota: a roupa interior usada era semelhante à das outras mulheres variando apenas a qualidade do plano utilizado na sua confecção, em vez de pano cru era utilizado pano branco (conhecido por "casquinha de ovo" mais fino do que o pano cru ou linho.

Posto de Correios - Conhecer a nossa cidade

Em 1769 Portalegre já possuía correio e em 1818 já era um Correio Assistente, tendo uma delegação em Castelo de Vide.
No período pré-adesivo apenas se conhece a marca que apresentamos na figura seguinte que retrata uma "Carta expedida de Portalegre para Lisboa, a 5 de Julho de 1845. Marca pré-adesiva PORTALEGRE, batida a preto e porte manuscrito de 30 réis. " e que transitou para o período adesivo

Em 1 de Julho de 1853, início do período adesivo, da 1ª Reforma Postal e do uso dos selos, passou a ser uma Direcção de Correio da Administração Central de Estremoz, usando os carimbos da figura seguinte.

Tinha como delegações de correio as povoações de Alegrete, Castelo de Vide e Marvão, as quais manteve durante a 2ª Reforma Postal.
Na 2ª Reforma Postal, em 1869 passou a ser uma Direcção de Correio da Administração Central de Santarém, porque a Administração Central de Estremoz foi extinta.
Na 3ª Reforma Postal, em 1880 era uma estação de 2ª classe provida de telégrafo, usando a marca nominativa da seguinte.

Permutava malas com a Repartição Postal Ambulante do Leste. 
Nesta Reforma tinha sob sua jurisdição apenas a estação de Alegrete, classificada como de 5ª classe.

Cidade Romana de Ammaia - Conhecer a nossa região

Monumento Nacional desde 1949, a cidade romana de Ammaia terá sido fundada poucos anos após a chegada dos romanos à Península Ibérica. Situada na área da freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão Se durante muitos séculos o nome da cidade foi confundido, em 1935 José Leite de Vasconcelos a partir da descoberta de uma nova inscrição, confirma que a velha urbe que se localizava nos férteis campos das margens do Rio Sever, se chamava Ammaia.Julgou-se até 1935 que essa cidade teria existido no local onde se viria a desenvolver Portalegre. Essa confusão ficou a dever-se a uma inscrição romana identificada numa parede da ermida do Espírito Santo daquela cidade na qual se referia o município de Ammaia. Contudo, sabe-se hoje que muita pedra aparelhada com que foram construídos alguns dos principais edifícios de Portalegre foi trazida das ruínas da Aramenha. Entre essas pedras encontrava-se a ara que agora se guarda no Museu de Portalegre e que motivou tanta confusão.Até que Leite de Vasconcelos identificou a nova inscrição entre as ruínas da Aramenha, estas eram consideradas como os restos de uma cidade denominada Medóbriga. A atribuição do nome Medóbriga ficou a dever-se sobretudo a André de Resende e à inscrição desse topónimo numa lápide que se encontra na Ponte Romana de Alcântara. Nessa lápide enumeram-se todos os povos e cidades que contribuíram para a construção da grande ponte que cruza o Rio Tejo. Pensa-se hoje que a Medóbriga, a que se refere a lápide de Alcântara, se situe nas imediações da vila de Meda, provavelmente, num local denominado Ranhados.
Se da velha cidade de Ammaia, sobretudo a partir do século XVI, sairam muitas pedras com que se construiram palácios e igrejas em Portalegre, muitas também foram utilizadas na construção das muralhas de Marvão e de Castelo de Vide e em várias edificações particulares da Escusa, Porto da Espada, Portagem e S. Salvador. A pouco e pouco na velha e abandonada cidade de Ammaia apenas foram ficando, acima do solo, alguns muros construídos com pedra miúda e fragmentos de tijolos e telhas que não tinham interesse para as novas construções.Da grande cidade, nos princípios deste século, apenas restavam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De quando em quando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. E, gradualmente, na tradição popular começou a construir-se uma lenda. A velha cidade da Aramenha tinha sido engolida pela terra durante um grande terramoto. A cidade está intacta, mas muito funda, dizem alguns. As telhas que o arado ainda arranca fazem parte dos telhados dos palácios soterrados, afirmam outros. À lenda da cidade soterrada associa-se a dos tesouros que ainda aí se guardariam. A procura destes lendários tesouros tem contribuído, ainda mais, para que os poucos muros e alicerces ainda sobreviventes sejam esventrados, acabando por ruir.
Da velha Ammaia já hoje pouco resta acima do solo. Uma das portas da sua velha muralha foi transportada para Castelo de Vide em 1710 e posteriormente destruída. Dela ficaram apenas algumas cantarias almofadadas utilizadas actualmente como cais de descarga de viaturas nas imediações de Castelo de Vide.Das muitas estátuas que nesta cidade existiam, em Portugal apenas ficou uma. Guarda-se no quintal da Casa Museu José Régio em Portalegre. Num trabalho datado de 1852 o investigador espanhol D. José de Viu refere, que no seu tempo, mais de vinte belas estátuas de mármore recolhidas na Aramenha foram vendidas para Inglaterra.Nas últimas décadas foi possível começar a recolher algumas inscrições que se mostram hoje no Museu Municipal de Marvão. Sobretudo pelas mãos de António Maçãs e Leite de Vasconcelos foram carreados para o Actual Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa inúmeras peças recolhidas em Ammaia.
Com o início dos trabalhos arqueológicos em Ammaia, ( Outubro de 1994 ), começou a constatar-se que, sobretudo a zona baixa da cidade, se encontrava bem preservada sob uma uniforme camada de terras e calhaus rolados, transportados a grande velocidade provenientes das cotas mais elevadas. Começava-se, assim, a confirmar o que a memória popular tinha guardado - "a cidade foi engolida pela terra". Por causas ainda não determinadas verifica-se que entre os séculos V e o IX, da nossa era, a cidade de Ammaia, já em decadência, sofreu os efeitos de um qualquer cataclismo que ao soterrá-la a conservou, proporcionando que a uma profundidade média de 80 cm se possam identificar importantes estruturas arquitectónicas, como a grande praça pública lajeada que ladeia uma das portas da cidade. Na área do forum levanta-se o podium de um templo e por uma área superior a 17 hectares são visíveis testemunhos da cidade de Ammaia. Numa das encostas sobranceiras ao Rio Sever rasga-se o assento das bancadas de um recinto para espectáculos públicos.Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem, ainda não foram identificados.
Neste momento apenas uma ínfima parte da zona baixa da Cidade de Ammaia foi objecto de escavação e estudo, possibilitando, mesmo assim, recuperar um conjunto muito significativo de materiais arqueológicos e evidenciar estruturas habitacionais e públicas de grande importância.Descrita por autores clássicos como Plínio, pelos autores árabes, como Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, e pelos mais conhecidos escritores e historiadores desde o século XVI, de entre os quais se destacam André de Resende, Fr. Amador Arrais, Diogo Pereira de Sotto Mayor, Duarte Nunes de Leão e tantos outros, a cidade de Ammaia passa, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, concomitantemente com a emergência da Arqueologia científica, a ser tema de referência obrigatória em todos os estudos sobre a presença romana e árabe na Península Ibérica. Uma vasta bibliografia, confundindo, ou não, Ammaia com Medóbriga encontra-se hoje já disponível, testemunhando e justificando a importância do estudo das ruínas da velha cidade de Ammaia, fundada pelos romanos e posteriormente alvo das atenções, no século IX, do muladi Ibn Maruán.
A par do interesse pela investigação de uma das poucas cidades romanas que não se esconde sob construções de épocas posteriores, que por norma inviabilizam estudos alargados e sistemáticos, a maior parte da área ocupada pelas ruínas foi adquirida tendo em vista a sua escavação e recuperação.A Cidade Romana de Ammaia situada no coração do Parque Natural da Serra de S.Mamede, num dos recantos mais bucólicos e arborizados, a curta distância da Barragem da Apertadura e a meio caminho de Marvão e Castelo de Vide onde o património construído e natural é motivo privilegiado de visita, começa já hoje a ser constantemente procurada por especialistas e amantes da cultura.Esta e outras informações podem ser consultadas em:
www.cm-marvao.pt


Rádio Amália

Para além de poder escutar-se o cancioneiro do grupo poderá também contar agora com a musicalidade da Rádio Amália.
Uma estação dedicada ao Fado, uma expressão musical que transmite um sentimento único, profundo e tão intensamente português. Muitos foram os poetas que o serviram e a ele se dedicaram, e muitos os que tão bem o souberam interpretar. Nomes maiores como: Carlos Ramos, Lucília do Carmo, Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Maria da Fé, Camané, Carlos do Carmo, Kátia Guerreiro, João Ferreira Rosa, Ana Moura, Carlos Zel ou Mariza, só para citar alguns. Eles foram e são os grandes embaixadores deste género musical, mas a maior de todas as estrelas tem um nome Amália Rodrigues.
A nova rádio surge na frequência 92.0 FM no dia em que se comemoram 10 anos após o seu desaparecimento. Esta é pois a justa homenagem àquela que Portugal nunca vai esquecer. A frequência 92.0 FM é uma porta sempre aberta onde o Fado mora. O ponto de encontro de grandes artistas que diariamente nas 24 horas do dia se cruzam nas ondas desta estação. Aqui convivem todos os géneros, todas as gerações. Aqui a voz dos grandes intérpretes, (que são parte da cultura e memória do nosso povo), tantas e tantas vezes esquecidos soa bem alto sempre que alguém os queira lembrar. A nova rádio tem raça. É fadista, boémia, bairrista, atrevida e namoradeira, faz do Fado a sua alma. Senhoras e senhores façam o favor de entrar porque aqui mora o FADO.

Rastolhice - Vozes D'além Tejo - Vozes e sons que transportam o Alentejo na voz

Este é o nome da nova rubrica do blog serenatasemportalegre. 
Sons, acordes, melodias e grupos que transportam o Alentejo na voz e na música.
Serão publicados post's com os mesmos periodicamente no nosso blog, esperemos que sejam do vosso agrado.
Primeiramente fora publicado no Facebook do serenatasemportalegre o vídeo de António Pinto Baste com a música "Se fores a Alentejo", hoje fica o aqui o registo da música "Não quero que vás à monda" entoada pelo Grupo Rastolhice.
O cante, a música e o humor são os ingredientes do grupo “Rastolhice”, que se dedica à recolha, adaptação e divulgação de música tradicional do Alentejo. António Caturra (tracanholas e voz), Pedro Mestre (viola campaniça e voz), Armando Torrão (viola baixo e voz) e João Cataluna (acordeão e voz) são os quatro elementos do projecto. Note-se que estes músicos já integraram projectos como “Adiafa”, “Modas ao Luar” e “Trigo Limpo”, contando pois com um vasto reportório. 

Contactos:
Pedro Mestre - 969415729/286935050
João Cataluna - 962766339

Casamento de um elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Realiza-se dia 10 de Abril de 2010 nas proximidades da cidade de Lisboa, o casamento do um antigo elemento do Grupo Académico Serenatas de Portalegre, Hélio Mateus.
Como não poderia deixar de ser, o Grupo Académico Serenatas de Portalegre deseja desde já os votos sinceros de maiores felicidades aos noivos.

Casamento, casório ou matrimônio/matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher. Em alguns países (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia, Portugal), estados federados (o Massachusetts, o Connecticut, o Iowa, o Vermont e o Maine) e confissões religiosas (protestantes), é também plenamente reconhecido o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
Embora o casamento seja tipicamente entre duas pessoas, muitas sociedades admitem que o mesmo homem (ou, mais raramente, a mesma mulher) esteja casado com várias mulheres (ou homens, respectivamente). Embora muito raros, há algumas situações de sociedades em que mais que duas pessoas se casam umas com as outras num grupo coeso.
As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.
Um casamento é frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor etc.), por um oficial do registro civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se.

10.000 Visitas

O nosso blog atingiu o fantástico número de 10000 visitas desde o seu lançamento no mês de Maio de 2009. A todos os nossos amigos, apoiantes e visitantes o nosso muito obrigado!
O blog serenatasemportalegre.blogspot.com fundado no dia 4 de Maio de
2009, data da Nobre Serenata da Semana Académica de Portalegre
2008/2009 tem na sua existência a divulgação do nome do Grupo Académico
Serenatas de Portalegre. Para além disso pretende divulgar e dar a
conhecer o Intituto Politécnico de Portalegre, Portalegre - Cidade do
Alto Alentejo e histórias e tradições académicas e regionais.

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Praça do Corro, Praça do Príncipe Real ou Praça da República - Conhecer a nossa cidade

Actualmente denominada de Praça da República, esta era antes do ano de 1910 conhecida por Praça do Corro (denominação popular) ou então Praça do Príncipe Real.Nesta praça encontrava-se uma fonte monumental encimada com o brasão de armas da cidade, que foi construída no século XVI para comemorar a visita à cidade do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal). A fonte encontra-se hoje numa praça de Cascais. Em sua substituição foram implantados, por volta de 1894, dois marcos fontanários em granito da região.

Palácio Achaioli - Conhecer a nossa cidade

O palácio Achaioli (ou Achioli, ou mesmo Acchioli) situa-se na Praça do Corro, hoje Praça da República, em Portalegre, no mesmo local onde, segundo a tradição, ficava o edifício em que viveu D. Iria Gonçalves Pereira, mãe de D. Nuno Álvares Pereira.
O palácio foi construído no século XVIII, por uma importante família de origem italiana, a família Acciaioli.
A família Achaioli chegou a Portalegre em meados do século XVIII, tendo João da Fonseca Achaioli Coutinho mandado construir o palácio e nele colocar o brasão da família, pois aqui viria a fixar a sua residência.
O projecto é da autoria de José Carlos Fonseca Achaioli Coutinho, irmão do proprietário. Em estilo barroco, de linhas geométricas, mantém as características da época. Possui dois andares, com uma fachada sóbria. O rés-do-chão abre para o exterior por janelas guarnecidas de cantaria. O primeiro andar ostenta sacadas embelezadas com gradeamento de ferro. Dois portões estabelecem a comunicação com o exterior.
É, porém, no interior que o edifício ostenta maior aparato. À entrada há dois corredores que dão acesso a um espaço aberto e que ladeiam uma ampla escadaria de granito trabalhado, decorada por painéis de azulejos. A iluminação da escadaria é feita por uma grande janela colocada ao cimo da mesma. A cúpula ao cimo das escadas está decorada com motivos naturalistas, florões e concheados, num trabalho de gesso pintado. No original predominava um azul forte como pano de fundo. Os restantes motivos ostentavam cores suaves de que sobressaíam os rosas, amarelos e verdes, que pretendiam simular a continuação, até ao infinito, da arquitectura real. Como fecho de todo o conjunto foi colocado um brasão de família, emoldurado num desenho de curvas e contracurvas, que, sobressaindo do conjunto, o fechavam e projectavam sobre a escadaria. Actualmente, esta pedra de armas encontra-se no Museu Municipal de Portalegre. Aos cantos foram desenhados e pintados quatro guerreiros, numa atitude de guardiães. A escadaria termina numa galeria que dá acesso ao Salão Nobre do edifício.
O interior do salão está decorado por painéis de azulejos azul cobalto com cenas campestres e paisagens, enquanto na escadaria a decoração é baseada em silhares de azulejos, cuja moldura policroma, formada de concheados ao gosto barroco, contorna os centros azuis figurados.
Quanto ao brasão que ainda hoje é visível na fachada, por cima da porta de entrada, entre duas janelas principais, foi colocado no palácio no mesmo ano dos azulejos, em 1780, por Santos Simão. É um escudo esquartelado dos Fonseca, Sousa de Arrouches, Achaioli e Zuzartes.
Diogo da Fonseca Achaioli foi o último proprietário do palácio, que foi entregue ao Governo em 31 de Dezembro de 1892.
Em 1887, foi instalado no palácio o Liceu Nacional de Portalegre. As salas do edifício foram adaptadas para salas de aula. Em 1895, os edifícios em redor do liceu foram arrendados e este passou a partilhar o seu espaço com a Sociedade Operária Portalegrense e a Repartição dos Correios e Telégrafos. Apesar das óptimas condições iniciais, em 1917, o edifício começou a entrar em estado de degradação, havendo necessidade de obras de reparação.
No início da década de 1920, começaram a escassear os espaços, havendo necessidade de ampliar as instalações. Começou, então, a ser considerado um liceu de prestígio. Foram feitas obras de conservação e ampliação das instalações, no decurso das quais foram feitos um ginásio e uma sala de Canto Coral.
Mesmo com as várias obras de ampliação e de construção, o liceu foi-se degradando constantemente, o que levou à necessidade de um novo liceu. A decisão de construir um novo edifício foi tomada em 1967 e as obras foram concluídas em 1975.
O palácio Achaioli albergou, desde 1976, diversas instituições e, posteriormente, a partir de 1986, a Escola Superior de Educação de Portalegre. No final dos anos 1980, o edifício sofreu importantes remodelações e tem sido, periodicamente, sujeito a obras de conservação e adaptação a novas necessidades.

Dia de convívio - Grupo Académico Serenatas de Portalegre

Amanhã dia 10 de Março de 2010, pelas 15h irá realizar-se mais um emocionante "derby" entre os elementos do Grupo Académico Serenatas de Portalegre.
Ao fim do dia O Grupo Académico Serenatas de Portalegre irá reunir para um jantar de Grupo!
É esperada mais uma tarde emocionante de futebol e uma noite onde reinará certamente o espírito académico, a amizade e animação que une todo o grupo.

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Desde então, a data também tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. [1]
Membros da Liga Internacional das Mulheres, 1922.
Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia).
Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.
1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

Postais da cidade de Portalegre antes de 1930 - conhecer a nossa cidade

Praça da República

Praça do Municipio

Escola de S. Pedro
Panorama da cidade visto de Santana

Palácio Caldeira de Castel-Branco Barahona - Conhecer a nossa cidade

O Palácio Barahona foi construído em 1800 por João Zuzarte Cid, sendo depois adquirido pela família Caldeira Castelo Branco (Castel-Branco). Encontra-se localizado no actual Largo Serpa Pinto, dando o seu jardim para o castelo da cidade, que também integrava o património da família Caldeira de Castel-Branco. É de arquitectura civil neoclássica com notórias afinidades com o Palácio da Brejoeira, apresentando a frontaria ladeada por torreões encimados por platibanda com balaústres e um corpo central saliente, ladeado de pilastras almofadadas e encimado por frontão curvo. Na fachada ostenta uma pedra de armas dos Mattos, de lavra seiscentista.
Foi residência da família e descendência de D. Francisco Cordovil Caldeira de Castel-Branco, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Comendador da Ordem de Cristo, filho segundo da casa dos senhores destes apelidos, cujo primitivo solar era o palácio brasonado da Rua da Figueira, em Portalegre, e de sua mulher D. Maria José de Barros Castelo-Branco Barba Mouzinho e Mattos, senhora de vários morgadios e representante da familia Barba Mouzinho e Mattos, de Castelo de Vide e Marvão.
Neste palácio nasceram, entre outros, D. Maria Ana de Mesquita Marçal Cary Rebelo Palhares Caldeira Castel-Branco,Viscondessa de Alter pelo casamento com seu primo D. António Mendo Caldeira de Castel-Branco Cotta-Falcão; Inácio Cardoso de Barros Castel-Branco Barba Mouzinho e Mattos, D. Maria Inês de Barahona Caldeira de Castel-Branco, casada com o Almirante João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira (avós de D. Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho - 10º Marquês de Angeja, 13.º Conde de Vila Verde, 5.º Conde de Peniche, 4.º Visconde de Andaluz, etc..) e a Marquesa D. Maria do Carmo Zuzarte de Sárrea Caldeira de Castel-Branco, casada com D. António Pedro Maria da Luz de São Paio Melo e Castro Moniz Torres e Lusignan, 3º marquês e 7º conde de São Paio. 
O palácio manteve-se na propriedade da família até meados da década de oitenta do século XX, altura em que a família se viu na contigência de o vender, mal-grado a destruição a que foi votado com as violentas ocupações da Revolução de Abril.
Neste edifício está instalado, desde 1993, o Arquivo Distrital de Portalegre, organismo dependente do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo.

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Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre - conhecer a nossa cidade

A 15 de Junho de 1771 foi expedida uma ordem régia, por aviso da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino ao visconde da Lourinhã, Governador das Armas da Província do Alentejo, para ser estabelecida uma fábrica de lanifícios em Portalegre, de acordo com a Junta do Comércio. A Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre passou a ser administrada pela Junta da Administração das Fábricas do Reino e Obras de Águas Livres por decreto de 25 de Janeiro de 1781. Em 29 de Março de 1788 foram estabelecidas por alvará as condições da entrega a Anselmo José da Cruz Sobral e Gerardo Venceslau Braamcamp de Almeida Castelo Branco da Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, para administrarem por tempo de 12 anos e sob a inspecção da Real Junta do Comércio. Esta fábrica foi reunida às Reais Fábricas de Lanifícios da Covilhã e Fundão por Alvará de 23 de Janeiro de 1799.
A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre começou por ser instalada em 1947 no antigo convento e colégio jesuíta de São Sebastião. Este edíficio é desde 2005 a sede da câmara municipal, tendo a manufactura sido transferida para um edifício junto ao convento de São Francisco.

Vídeo da actuação no Poceirão / Palmela - 14 de Fevereiro - Noite de Serenatas

Como fora anteriormente anunciado no nosso blog, o Grupo Académico Serenatas de Portalegre marcou presença no Poceirão, localidade do concelho de Palmela para uma actuação dia 14 de Fevereiro. A organização deste evento esteve a cargo da Câmara Municipal de Palmela em parceria com o Movimento Associativo de Poceirão aos quais agradecemos desde já uma vez mais o convite efectuado e a forma como receberam o Grupo Académico Serenatas de Portalegre. 
Fica aqui o registo desta actuação no dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim - Poceirão, Palmela.


Actuação no VII Capotes - 3 de Março no Mercado Municipal de Portalegre

Dia 3 de Março de 2010 a cidade de Portalegre vai receber o VII Capotes - Encontro de Tunas como já é tradição no Mercado Municipal de Portalegre.
O Grupo Académico Serenatas de Portalegre é um dos grupos convidados a marcar presença nesta grande festa da academia Portalegrense.
Desde já os parabéns à TunaPapasmisto pela continuidade deste Encontro que já vai na sua sétima edição!
Entradas - 2 capotes.
Venham divertir-se nesta noite fantástica e tragam os vossos amigos!

Espanhóis invadem Portalegre em Maio de 1801 na Guerra das Laranjas - Conhecer a nossa região

A chamada Guerra das Laranjas foi um curto episódio militar ocorrido entre Portugal e a Espanha em 1801, preludiando a Guerra Peninsular, com extensos desdobramentos, quer na Península Ibérica, quer no ultramar português.
Episódio traumático na História de Portugal, reveste-se de particular importância por ter iniciado a chamada Questão de Olivença, em aberto na política de Relações Internacionais de ambos os países até aos nossos dias.
A parte do conflito travada no Brasil é conhecida como Guerra de 1801. e trouxe uma expansão importante para o Brasil, principalmente para o Rio Grande do Sul, que aumentou seu território em um terço.
Os antecedentes deste conflito episódico inscrevem-se remotamente no confronto entre a França e a Inglaterra pela hegemonia no plano internacional, envolvendo a Espanha e Portugal, como respectivos estados-satélites e, episodicamente, no contexto do golpe do 18 Brumário, que conduziu Napoleão Bonaparte ao poder (Novembro de 1799). Neste momento, ao se iniciar o século XIX, o governo de D.Maria I de Portugal (1777–1816) buscava se equilibrar entre as duas potências no tabuleiro europeu, através de uma política externa pautada pela neutralidade. Os ganhos com essa política eram duplos, uma vez que sob o manto dessa neutralidade, o comércio português atendia a ambos os lados em conflito. 


Antecedentes políticos e actores:

A França desejosa de romper a aliança anglo-portuguesa, e assim fechar os portos portugueses ao comércio britânico, pressionava a Espanha para invadir Portugal. Não foi outra a intenção do Segundo Tratado de Santo Ildefonso assinado sigilosamente entre a França e a Espanha, concluído em agosto de 1796, pelo qual esta última declarou guerra à Inglaterra a 8 de Outubro. A pressão sobre Portugal aumentou quando do seu envolvimento na destruição da armada espanhola ao largo do cabo de São Vicente e, posteriormente, pela participação no bloqueio inglês a Alexandria, no Egito (Julho de 1798). Em 1800, pela assinatura de um terceiro Tratado de Santo Ildefonso, a França obteve novas concessões da Espanha. Em consequência ambos os países assinaram uma Convenção (Janeiro de 1801), pela qual um ultimado conjunto foi apresentado a Portugal (Fevereiro), intimando-o a.Caso Portugal se recusasse a aceitar os termos deste ultimato, seria invadido pela Espanha, para o que a França contribuiria com um efetivo de 15.000 homens.


Os efectivos: 

Embora Portugal tenha despachado um negociador para a Corte de Madrid, a contestar a intimação, a Guerra foi declarada.O Exército português contava no início de 1801 apenas com 2.000 cavaleiros e 16.000 infantes, sob o comando de D. João Carlos de Bragança Sousa e Ligne, 2.º duque de Lafões, na altura contando já 82 anos de idade.Pelo lado espanhol, em Março, o primeiro-ministro espanhol Manuel de Godoy foi nomeado comandante-em-chefe das tropas de invasão, cujo efectivo ascendia a 30.000 homens.Pelo lado francês, em Abril, as tropas sob o comando do general Charles Victor Emmanuel Leclerc (cunhado de Napoleão Bonaparte), começaram a chegar a Espanha. Diante do rápido desfecho do conflito, não tiveram oportunidade de entrar em combate. 


A campanha:

A 20 de Maio, o exército espanhol penetrava em Portugal pelo Alentejo, ocupando, sem resistência, a Praça-forte de Olivença, feito que se repetiu com a Fortaleza de Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena e Ouguela. A Praça-forte de Campo Maior resistiu por dezoito dias antes de cair com honras militares e a Praça-forte de Elvas resistiu com êxito. No curto espaço de dezoito dias, o exército espanhol era senhor da região do Alto-Alentejo.A designação que o conflito tomou historiograficamente deve-se a um episódio ocorrido quando do cerco a Elvas (Maio de 1801): dois soldados espanhóis teriam colhido dois ramos de laranjeira com frutos, que foram remetidas frescas por seu comandante, Manuel de Godoy, à rainha Maria Luísa, esposa de Carlos IV de Espanha, com a mensagem: Eu careço de tudo, mas sem nada irei para Lisboa. Alguns autores vêem neste gesto de galantaria um indicativo de uma relação mais íntima entre Godoy e a sua soberana. 


O Tratado de Badajoz

Surpreendido e em desvantagem, Portugal assinou o Tratado de Badajoz (6 de Junho de 1801), que entre os seus artigos, estipulava:
A paz entre as duas nações, em toda a extensão dos seus reinos e domínios, em terra e no mar;
O encerramento dos portos de Portugal e de todos os seus domínios aos navios da Inglaterra;
A restituição, pela Espanha, das praças e povoações de Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, Campo Maior e Ouguela, conservando, em qualidade de Conquista (…) a Praça de Olivença, seu Território, e Povos desde o Guadiana, estipulando-se a linha de fronteira, naquele território, pelo rio Guadiana;
Proibição de contrabando nas fronteiras entre ambos os países;
Pagamento por parte de Portugal à Espanha, das despesas incorridas por esta na guerra;
Os termos do tratado foram ratificados pelo Príncipe-Regente de Portugal no dia 14 e pelo rei da Espanha a 21 do mesmo mês, mas foram rejeitados por Napoleão Bonaparte. Um novo tratado foi celebrado, a 29 de Setembro de 1801, que, se por um lado formulou imposições mais severas a Portugal, por outro, evitou uma nova violação do seu território.